Carnaval 2017: uma mensagem para a tropa e para o folião

Carnaval 2017

Para o folião, está prestes a se iniciar a maior festa popular do mundo: o Carnaval de Salvador, que atrai milhões de baianos e turistas de todo o mundo para brincar nas ruas da cidade, ao som da música baiana e de outros tantos ritmos que caracterizam a multiplicidade da folia momesca. Para a Polícia Militar da Bahia, entretanto, o Carnaval começa a ser construído tão logo a festa acaba, a partir de um exaustivo processo de avaliação do que foi feito, visando o aperfeiçoamento e modernização da nossa atuação.

Processos licitatórios são desencadeados, ajustes logísticos são realizados, parcerias com organizações públicas e privadas são feitas, treinamentos são implementados e todo tipo de preparativo é ajustado com antecedência para que tudo ocorra dentro do panejamento. Daí porque, ano após ano, a segurança pública é o serviço melhor avaliado no Carnaval de Salvador, tendo a Polícia Militar da Bahia como uma das protagonistas nesse desempenho.

Além do serviço das patrulhas nos diversos circuitos da festa, teremos operações continuadas nas demais regiões da Capital, garantindo a segurança de quem chega e sai dos eventos, e de quem opta por permanecer em casa. No interior do estado, a segurança também está garantida, tanto nos municípios que têm sua própria festa momesca quanto naqueles que não possuem carnaval. É importante frisar que, no Carnaval, nossa tropa atua em regime de escala extra, o que significa que o policiamento tradicional é mantido e os policiais militares recebem pelo trabalho complementar realizado no Carnaval.

Por essa razão, nos preocupamos prioritariamente com o bem-estar da tropa que atua no Carnaval: alojamentos, acomodações, alimentação e acompanhamento psicológico de qualidade são prioridades nesse tipo de evento. Até mesmo atividades lúdicas e de entretenimento são oferecidas para que o policial militar possa ter o estresse eliminado durante seu serviço.

São mais de 20 mil mulheres e homens bem cuidados para garantir a segurança daqueles que querem entrar em contato com a Bahia como ela é: alegre e harmônica.
Que todos os policiais militares contem com este Comandante Geral como um parceiro neste Carnaval. Estarei nas ruas, juntos com vocês, acompanhando cada detalhe do serviço. A você, folião, venha em paz, e tenha em cada policial militar um grande defensor da paz e da descontração saudável na folia.

PM e comunidade na corrente do bem!

A violência contra policiais jamais será tolerada na Bahia

A morte de policiais na Bahia

Infelizmente em janeiro fomos apanhados por casos de violência contra os nossos policiais, o que nos preocupa de maneira especial. Ao todo, sete integrantes da nossa Corporação perderam a vida de forma precoce. Em um dos eventos trágicos, no dia 22 de janeiro, fomos surpreendidos por um grupo criminoso que bloqueou o município de Bom Jesus da Lapa e tirou a vida, de forma covarde, de dois jovens policiais militares. Diante deste cenário, precisamos rever os nossos procedimentos, técnicas e prevenção.

Para isso, precisamos somar esforços. Apesar de contarmos hoje em nosso Estado com uma estrutura pujante de inteligência e de termos a parceria dos diversos órgãos de defesa social, não há como prevermos eventos que ocorrem dentro da rotina de cada um dos nossos policiais, como um roubo a ônibus. São situações que, quando somamos o ingrediente SER POLICIAL, potencializamos a chance de termos um desfecho trágico, por ser reconhecido ou por, ser vitimado na tentativa de se fazer cumprir a lei.
Nós, policiais, além de proteger precisamos observar com cautela os locais que frequentamos, o comportamento das demais pessoas e evitar reações que nos exponham a riscos. Aprendemos em nossa profissão que o policial intervém apenas nas situações que lhe favorecem: superioridade numérica, ambiente favorável e segurança.

“Tenham certeza que o sistema de segurança pública da Bahia está atuando de forma eficaz para garantir que cada cidadão baiano tenha pleno gozo da sua liberdade e dos seus direitos”

Quando bandidos atentam contra a vida de policiais militares em pleno exercício funcional, eles não agem de forma isolada contra um ser humano, mas também contra estrutura de defesa social do Estado e, nesta medida, a resposta tem que ser dada levando em consideração todos os aspectos. Desde o primeiro momento que recebemos a trágica notícia de Bom Jesus, montamos um gabinete de gerenciamento de crise e só vamos desmobilizá-lo quando encontrarmos os autores dessa barbárie, fazendo-os responder de maneira firme e enérgica, dentro da legalidade.

Também é preciso se levar em consideração que o conceito de respeito, família e educação, passa por um processo de mutação e os efeitos são percebidos no comportamento, desde a infância. Os pais têm uma parcela importante na formação futura de um cidadão, e se ele não é ensinado a conviver com valores e princípios dentro de uma comunidade, a sociedade paga a conta.

Por fim, tenham certeza que o sistema de segurança pública da Bahia está atuando de forma eficaz para garantir que cada cidadão baiano tenha pleno gozo da sua liberdade e dos seus direitos consagrados em nosso ordenamento jurídico. Atuando também de forma firme e resolutiva, reprimindo os criminosos que protagonizaram atentados contra os nossos profissionais e sem deixar, um caso sequer, sem solução. A Polícia Militar segue formando uma corrente do bem por uma sociedade mais justa, participativa e unida.

A PMBA e o novembro negro

Novembro Negro

Em 20 novembro comemoramos o Dia da Consciência Negra, momento simbólico para discutirmos a importância do combate ao racismo, principalmente na Bahia: nossa capital é a cidade do mundo com a maior população negra fora da África. O tema é de importância central para promovermos a garantia de direitos em nosso estado.

Por ser uma prática cultural, o racismo, e outras formas de discriminação, não são abolidos por decreto, embora ajude muito a tipificação do crime em nossa legislação. É preciso discutir, esclarecer e entender nossas raízes históricas para que passos significativos sejam dados no caminho da eliminação do racismo como traço da nossa cultura.

Já temos esforços positivos na Polícia Militar da Bahia: a valorização do NAFRO, nosso Núcleo de Religiões de Matriz Africana e a implementação do estudo de relações étnico-raciais nos nossos cursos de formação são duas medidas já implementadas que tornam a PMBA uma instituição reconhecedora dos desafios que nossa sociedade precisa superar nesse campo.

Entendo que o racismo deve ser permanentemente discutido e problematizado, pelo grau de desumanidade e injustiça social que promove, onde quer que seja praticado. Por isso vejo com bons olhos a iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Estado, que realizará seminários, eventos culturais, rodas de diálogo, além de entregas e certificações para povos e comunidades tradicionais nos territórios de identidade baianos, em cumprimento ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.

A nós, policiais militares, e aos demais cidadãos, cabe a reflexão: o que posso fazer para ajudar a extinguir o racismo da nossa sociedade? Cultura se muda com engajamento social e participação coletiva!

PM e comunidade na corrente do bem!

Eleições 2016: obrigado, Policiais Militares da Bahia!

Agradecimento - Eleições 2016

Distintos policiais militares,

Encerrou-se, no último fim de semana, mais um pleito eleitoral bem-sucedido no nosso Estado, com a formação de um novo cenário político nos municípios.

Todo esse sucesso é fruto da contribuição significativa de milhares de servidores públicos que, com muita dedicação, profissionalismo e eficiência, desempenharam suas atribuições fazendo com que as eleições transcorressem com a lisura, a transparência, a tranquilidade, a segurança e a legalidade exigidas pela ordem jurídico-democrática do país.

Nesse contexto, há aqueles servidores essenciais ao processo eleitoral, aqueles que, sem os quais, o pleito não chegaria a bom termo, sequer aconteceria. Dentre eles, estamos nós, policiais militares.

Fruto de um planejamento primorosamente bem elaborado, atuamos em todos os 417 municípios baianos, mantendo a ordem e a segurança públicas e garantindo o fiel cumprimento da legislação eleitoral.

Releva destacar, todavia, que a importância da nossa atuação vai muito além. Somos protagonistas da manutenção da ordem democrática no nosso país, ao garantirmos a todos os cidadãos a tranquilidade de saírem de suas casas e se deslocarem para o exercício do sagrado direito de votar livremente de acordo com as suas convicções, escolhendo os rumos da sociedade. A democracia se constrói com participação responsável, envolvimento e comprometimento de todos com o resultado positivo.

Sinto-me feliz e honrado com o grau de profissionalismo demonstrado pela tropa, consagrado pelos resultados alcançados.

Destarte, parabenizo e ao mesmo tempo agradeço a todos os policiais militares que participaram da Operação Eleições 2016, os quais, trabalhando diuturnamente, com muita dedicação, compromisso, responsabilidade e eficiência foram os responsáveis pelo sucesso de mais um pleito eleitoral e pela manutenção da democracia no nosso Estado da Bahia.

A Corrente do Bem mais uma vez foi vitoriosa face à força de cada um de nós que construímos os seus elos. Continuemos sempre firmes e fortes na nossa missão, em benefício da nossa amada Corporação e a sociedade baiana.

Tenho sempre dito em minhas mensagens que os policiais militares são os legítimos heróis e guardiões da sociedade, e estou cada vez mais convicto dessa verdade, e nesse último final de semana provamos que de fato somos “PM e comunidade juntos na Corrente do Bem”.

Deus continue nos abençoando sempre!

Você é voluntário?

Você é voluntário?

Vivemos sob uma cultura onde parece que todas as ações precisam ser recompensadas. Ficamos até desconfiados quando percebemos alguém oferecendo ajuda sem buscar nada em troca. Logo dizemos: “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Mas, se olharmos bem, não é a ação interesseira que sustenta o mundo.

Todos nós, ainda bebês, tivemos o apoio, o carinho e a proteção de alguém que, sem receber nada em troca, dedicou suas energias para que nos formássemos enquanto seres humanos. E é assim que tudo se constrói: sempre há quem esteja disposto a doar algo de bom coração, com compaixão e caridade.

É incrível ver o efeito desse tipo de ação nas nossas Bases Comunitárias de Segurança, onde todo tipo de serviço é prestado por voluntários das próprias comunidades, e até pessoas de fora, que simplesmente se satisfazem com o sorriso e o engrandecimento dos moradores daquelas regiões. Nossos policiais militares muito frequentemente contribuem com atividades em seu horário de folga, por sentirem a importância daquela intervenção para cada membro da comunidade.

Pessoas da área de saúde que prestam atendimento, esportistas que ensinam suas técnicas desportivas, artistas que inspiram um novo olhar para a realidade: as incontáveis iniciativas que temos visto só ratificam o poder do voluntariado, da boa vontade, da compaixão e amor ao próximo.

A cada dia que passa, nossa Corrente do Bem é mais fortalecida pelo sentimento daqueles que acreditam na construção de uma sociedade melhor. Tenha certeza que, em algum lugar, alguém aguarda sua ajuda para mudar de vida. Precisamos nos voluntariar!

Os 4 pontos essenciais para ser policial militar

Policial militar na Barra

Para ser policial militar é preciso estar atento a quatro fatores indispensáveis: preparo físico, preparo intelectual/técnico, preparo psicológico/emocional e conduta ética/moral elevada. Quando qualquer um desses elementos falta, o resultado na atuação do policial militar pode ser trágico.

Em vários momentos da nossa rotina somos exigidos fisicamente. Atuamos em vários biomas e condições geográficas em toda a Bahia, que exigem diferentes tipos de preparo físico dos nossos homens e mulheres. Em situações limite, precisamos correr, nadar, nos manter por muito tempo em pé, resistir ao sono e outras necessidades fisiológicas. Para isso é preciso treinamento e cuidado com a saúde, algo que nosso Centro de Educação Física e Desportos e o Departamento de Saúde vem se dedicando continuamente.

Um dos fatores que nos leva ao menor desgaste físico é justamente a capacidade técnico-intelectiva, pois nos dá condições de cumprir as missões com o mínimo possível de esforço e risco. Seja o conhecimento sobre a legalidade de nossa atuação, seja a melhor forma de realizar abordagens, buscas pessoais, patrulhamento etc. Nossas unidades de Ensino, Instrução e Capacitação são as multiplicadoras desse conhecimento para sempre elevar nosso nível de excelência.

Mas o conhecimento e o preparo físico não são suficientes para que a ação do policial militar seja correta. A preocupação com a dimensão ética e moral deve ser permanente, e por isso buscamos transmitir, desde os cursos de formação, valores que garantam ações dentro da legalidade. A Corregedoria da PMBA é a protetora desses valores, e está sempre atenta para preservá-los.

Por fim, e não menos importante, há o campo emocional e psicológico de cada homem e mulher que serve à Polícia Militar da Bahia. Cada ser humano precisa de cuidado, afeto, estabilidade familiar e social. Não podemos deixar que instabilidades emocionais façam os guardiães da sociedade sofrerem, ou cometerem erros por isso. É aí que entra nosso Departamento de Promoção Social, principal instância de valorização e elevação da autoestima dos seres humanos da PMBA.

Como Comandante Geral, estou atento a cada um desses setores, para que nossos policiais militares possam entregar aos baianos e baianas um serviço primoroso, superando as expectativas do nosso povo. Sempre que avistar um policial militar, lembre-se: ali está alguém que se preparou física, intelectual, psicológica e moralmente para lhe servir.

É a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

Religião, sociedade e a PMBA

Religião, sociedade e a PMBA

Um dos fatores que mais me orgulha observar na Polícia Militar da Bahia enquanto Comandante Geral é a valorização do papel dos nossos núcleos religiosos, algo único no Brasil. Na PMBA possuímos núcleo Católico, Evangélico, Espírita e de Matriz Africana, abrindo espaço não só para que os policiais militares que professam as diversas crenças tenham um espaço institucional onde se identifiquem, mas também para aprofundar o intercâmbio fundamental entre nossa Instituição e as diversas lideranças religiosas no nosso estado.

O papel simbólico dessa diversidade também é fundamental. A Polícia Militar, organização pública, democrática, atuando sob a égide do Estado Laico, deve respeitar todas as crenças religiosas, e até mesmo as descrenças, pois, para o nosso trabalho, a condição de cidadão detentor de direitos é anterior às escolhas que cada um faz no campo da fé religiosa. Por que, então, considerando que vivemos num Estado Laico, temos vários núcleos religiosos em vez de não criá-los?

Simplesmente porque, do ponto de vista de uma Corporação que lida com a multiplicidade social, afirmar essa diversidade é muito mais sensato do que negá-la. Ao nos abrirmos às múltiplas orientações religiosas aprendemos, e ensinamos, a conviver com o diferente, percebendo que o que nos une é infinitamente mais forte que as nossas divergências. É revelador perceber que o Bem é o fundamento maior de todas as tradições, e isso gera tolerância.

Além disso, ao valorizar nossos núcleos religiosos, a PMBA dá um grande estímulo à sociedade para que tenham contato com os ensinamentos superiores dessas religiões. Todas elas possuem ensinamentos éticos, filosóficos-existenciais, morais, sociais, espirituais e familiares muito importantes para evoluirmos enquanto indivíduos e sociedade. Por isso valorizamos e fortalecemos os nossos núcleos religiosos, um símbolo de tolerância, diversidade e coexistência harmônica.

Sobre responsabilidade e liberdade em nossa sociedade

Responsabilidade e liberdade

Um dos princípios fundamentais para a construção de uma sociedade mais pacífica é a responsabilidade. Me refiro à responsabilidade como a capacidade de cada indivíduo perceber o exato efeito que sua ação gera em si mesmo, naqueles que lhe rodeiam e nos demais seres. Um sujeito responsável passa pelos lugares proporcionando alegria, paz e outras boas sensações. O irresponsável leva transtornos, violência de todos os tipos, desconfiança.

Às vezes, olhamos para grandes casos de corrupção e crimes bárbaros com olhos julgadores, mas não percebemos quais mecanismos estão embutidos nessas práticas. Obviamente, devemos diferenciar cada ato pela dimensão que ele possui, mas é fundamental observar também qual o princípio gerador de cada um deles. Aquele que realiza um assalto a banco com certeza age sem se importar com o grande mal que faz aos outros e a si mesmo – correndo o risco de ser preso, por exemplo. Quem consuma esse tipo de crime comete uma grande irresponsabilidade.

O conceito de responsabilidade está diretamente conectado ao conceito de liberdade, pois não é possível ser livre sem ser responsável.

Embora com efeitos bem menores, há outros tipos de irresponsabilidade que devem ser rechaçadas, pois também geram danos, e criam um ambiente negativo, onde a violência pode florescer. Vamos a um pequeno exemplo: invadir o sinal vermelho no trânsito. Ao cometer esse ato você pode causar um acidente grave, trazendo danos a você e a terceiros. O princípio é o mesmo: ignorar os efeitos que seu ato pode gerar em si e nos outros.

O conceito de responsabilidade está diretamente conectado ao conceito de liberdade, pois não é possível ser livre sem ser responsável. Apenas num ambiente de responsabilidade, onde ninguém é capaz de gerar dano a ninguém, podemos ser livres. Ao agir irresponsavelmente agredimos a nossa liberdade e a dos demais, criando instabilidade e insegurança. Por isso é comum ouvir que “toda liberdade traz junto uma responsabilidade”, ou “todo direito traz junto um dever”.

Reivindicar uma sociedade equilibrada é papel de todos nós como cidadãos, mas isso não faz sentido se somos irresponsáveis em nossos atos. Por isso, é importante avaliarmos diariamente nossas ações, refletindo sobre o efeito que elas têm sobre os outros, e sobre nós mesmos.

A nossa cultura e o Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher

As datas comemorativas nada mais são que instrumentos temporais criados para nos fazer lembrar, todos os anos, de valores e princípios que não devemos renunciar. Nesse sentido, o Dia Internacional da Mulher é o momento de reconhecimento mundial do papel das mulheres em nossas sociedades, levando-nos à reflexão sobre temas de muita relevância, como preconceito contra mulheres, seus direitos e liberdades.

Felizmente, analisando retrospectivamente, o Brasil avançou muito na garantia da igualdade entre homens e mulheres, modificando entendimentos conservadores que impediam as mulheres de acessar recursos antes exclusivos aos homens. O mercado de trabalho é um grande exemplo disso, embora, ainda hoje, sabe-se que há disparidades que precisam ser corrigidas, como a diferença salarial entre homens e mulheres na iniciativa privada.

Como Comandante de uma instituição diretamente envolvida na preservação de direitos e fiscalização de deveres, penso que há desafios culturais ainda a superar, para que distorções como a violência contra a mulher sejam reduzidas. Principalmente nós, homens, devemos olhar para elas sem visões preconcebidas, sem entendimentos estereotipados, permitindo, assim, que as mulheres tenham autonomia em suas trajetórias.

Respeitar as individualidades de cada mulher, como ser humano livre e capaz de fazer suas próprias escolhas, é o primeiro passo para evitarmos a violência e o abuso. Se entendermos que as mulheres podem ser o que elas quiserem, da forma que quiserem, do modo que elas quiserem, passaremos a não mais exigir padrões de comportamento pautados em entendimentos equivocados.

A violência contra a mulher, que temos nos esforçado para combater, através da Ronda Maria da Penha, por exemplo, possui fortes raízes autoritárias de homens que não conseguem conceber autonomia e individualidade às suas companheiras. Refletir sobre isso é essencial para o Dia Internacional da Mulher!

Obrigado, vencemos mais um Carnaval!

Agradecimento Comandante Geral

Mais um carnaval que vencemos e avançamos com a convicção de que cada um de nós deu o melhor de si para a segurança do cidadão. Digo vencemos, pois saímos de uma verdadeira batalha, que se inicia por ter que superar as adversidades da limitação de recursos, superar a banalização cotidiana da violência e superar a descrença no bem. Digo avançamos, pois foi forte a dedicação de nossos oficiais e praças que planejaram, alocaram recursos e executaram as missões administrativas e operacionais de todo o evento. Tal dedicação foi combustível para que a Corporação atingisse elevados níveis de qualidade em tudo que fez no Carnaval 2016.

Agradeço a todos, pois foi muito bom presenciar cada PM executando suas atividades, nos longos dias da festa, com dedicação e esmero nunca antes percebidos. As patrulhas mostraram eficiência e eficácia, usaram da energia necessária, sem violência, e até atuaram em apoio aos turistas e baianos, informando, escoltando socorrendo e orientado.

Foi muito bom visitar os postos de comando, postos de serviço, postos de reunião de tropa e alojamentos, e ver o ambiente limpo, arejado e climatizado, ver o policial feliz.

Foi muito bom conversar com os policiais de serviço e não ouvir reclamações da alimentação, do lanche, suco e água que foi distribuída.

Foi muito bom implantar o Portal de Abordagens, a inovação potencializadora da ação preventiva, que fez com que vidas fossem poupadas e agressões físicas e lesões corporais evitadas.

Foi muito bom redimensionar o planejamento normal, linear, ortodoxo, e por isso fomos criativos, perseverantes e profissionais na tomada de decisão.

Por isso estamos orgulhosos de você policial militar que abdicou de pular na folia, para proteger e servir quem pulava na folia. E, nos orgulhamos também do policial que na folga foi para nosso camarote e fez a folia em família, em sua casa, todos juntos unidos e misturados como irmãos no mesmo Espaço Folia.

Quero agradecer a todos que independente de escala, comando ou departamento estiveram conosco construindo este resultado, mostrando que operacional é administrativo e o administrativo é operacional, pois somos todos um, numa mesma Corporação.

Obrigado por acreditarem que “Tudo termina bem na corrente do bem”.

PM e comunidade bem na corrente do bem”.