Os 4 pontos essenciais para ser policial militar

Policial militar na Barra

Para ser policial militar é preciso estar atento a quatro fatores indispensáveis: preparo físico, preparo intelectual/técnico, preparo psicológico/emocional e conduta ética/moral elevada. Quando qualquer um desses elementos falta, o resultado na atuação do policial militar pode ser trágico.

Em vários momentos da nossa rotina somos exigidos fisicamente. Atuamos em vários biomas e condições geográficas em toda a Bahia, que exigem diferentes tipos de preparo físico dos nossos homens e mulheres. Em situações limite, precisamos correr, nadar, nos manter por muito tempo em pé, resistir ao sono e outras necessidades fisiológicas. Para isso é preciso treinamento e cuidado com a saúde, algo que nosso Centro de Educação Física e Desportos e o Departamento de Saúde vem se dedicando continuamente.

Um dos fatores que nos leva ao menor desgaste físico é justamente a capacidade técnico-intelectiva, pois nos dá condições de cumprir as missões com o mínimo possível de esforço e risco. Seja o conhecimento sobre a legalidade de nossa atuação, seja a melhor forma de realizar abordagens, buscas pessoais, patrulhamento etc. Nossas unidades de Ensino, Instrução e Capacitação são as multiplicadoras desse conhecimento para sempre elevar nosso nível de excelência.

Mas o conhecimento e o preparo físico não são suficientes para que a ação do policial militar seja correta. A preocupação com a dimensão ética e moral deve ser permanente, e por isso buscamos transmitir, desde os cursos de formação, valores que garantam ações dentro da legalidade. A Corregedoria da PMBA é a protetora desses valores, e está sempre atenta para preservá-los.

Por fim, e não menos importante, há o campo emocional e psicológico de cada homem e mulher que serve à Polícia Militar da Bahia. Cada ser humano precisa de cuidado, afeto, estabilidade familiar e social. Não podemos deixar que instabilidades emocionais façam os guardiães da sociedade sofrerem, ou cometerem erros por isso. É aí que entra nosso Departamento de Promoção Social, principal instância de valorização e elevação da autoestima dos seres humanos da PMBA.

Como Comandante Geral, estou atento a cada um desses setores, para que nossos policiais militares possam entregar aos baianos e baianas um serviço primoroso, superando as expectativas do nosso povo. Sempre que avistar um policial militar, lembre-se: ali está alguém que se preparou física, intelectual, psicológica e moralmente para lhe servir.

É a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

Religião, sociedade e a PMBA

Religião, sociedade e a PMBA

Um dos fatores que mais me orgulha observar na Polícia Militar da Bahia enquanto Comandante Geral é a valorização do papel dos nossos núcleos religiosos, algo único no Brasil. Na PMBA possuímos núcleo Católico, Evangélico, Espírita e de Matriz Africana, abrindo espaço não só para que os policiais militares que professam as diversas crenças tenham um espaço institucional onde se identifiquem, mas também para aprofundar o intercâmbio fundamental entre nossa Instituição e as diversas lideranças religiosas no nosso estado.

O papel simbólico dessa diversidade também é fundamental. A Polícia Militar, organização pública, democrática, atuando sob a égide do Estado Laico, deve respeitar todas as crenças religiosas, e até mesmo as descrenças, pois, para o nosso trabalho, a condição de cidadão detentor de direitos é anterior às escolhas que cada um faz no campo da fé religiosa. Por que, então, considerando que vivemos num Estado Laico, temos vários núcleos religiosos em vez de não criá-los?

Simplesmente porque, do ponto de vista de uma Corporação que lida com a multiplicidade social, afirmar essa diversidade é muito mais sensato do que negá-la. Ao nos abrirmos às múltiplas orientações religiosas aprendemos, e ensinamos, a conviver com o diferente, percebendo que o que nos une é infinitamente mais forte que as nossas divergências. É revelador perceber que o Bem é o fundamento maior de todas as tradições, e isso gera tolerância.

Além disso, ao valorizar nossos núcleos religiosos, a PMBA dá um grande estímulo à sociedade para que tenham contato com os ensinamentos superiores dessas religiões. Todas elas possuem ensinamentos éticos, filosóficos-existenciais, morais, sociais, espirituais e familiares muito importantes para evoluirmos enquanto indivíduos e sociedade. Por isso valorizamos e fortalecemos os nossos núcleos religiosos, um símbolo de tolerância, diversidade e coexistência harmônica.

Sobre responsabilidade e liberdade em nossa sociedade

Responsabilidade e liberdade

Um dos princípios fundamentais para a construção de uma sociedade mais pacífica é a responsabilidade. Me refiro à responsabilidade como a capacidade de cada indivíduo perceber o exato efeito que sua ação gera em si mesmo, naqueles que lhe rodeiam e nos demais seres. Um sujeito responsável passa pelos lugares proporcionando alegria, paz e outras boas sensações. O irresponsável leva transtornos, violência de todos os tipos, desconfiança.

Às vezes, olhamos para grandes casos de corrupção e crimes bárbaros com olhos julgadores, mas não percebemos quais mecanismos estão embutidos nessas práticas. Obviamente, devemos diferenciar cada ato pela dimensão que ele possui, mas é fundamental observar também qual o princípio gerador de cada um deles. Aquele que realiza um assalto a banco com certeza age sem se importar com o grande mal que faz aos outros e a si mesmo – correndo o risco de ser preso, por exemplo. Quem consuma esse tipo de crime comete uma grande irresponsabilidade.

O conceito de responsabilidade está diretamente conectado ao conceito de liberdade, pois não é possível ser livre sem ser responsável.

Embora com efeitos bem menores, há outros tipos de irresponsabilidade que devem ser rechaçadas, pois também geram danos, e criam um ambiente negativo, onde a violência pode florescer. Vamos a um pequeno exemplo: invadir o sinal vermelho no trânsito. Ao cometer esse ato você pode causar um acidente grave, trazendo danos a você e a terceiros. O princípio é o mesmo: ignorar os efeitos que seu ato pode gerar em si e nos outros.

O conceito de responsabilidade está diretamente conectado ao conceito de liberdade, pois não é possível ser livre sem ser responsável. Apenas num ambiente de responsabilidade, onde ninguém é capaz de gerar dano a ninguém, podemos ser livres. Ao agir irresponsavelmente agredimos a nossa liberdade e a dos demais, criando instabilidade e insegurança. Por isso é comum ouvir que “toda liberdade traz junto uma responsabilidade”, ou “todo direito traz junto um dever”.

Reivindicar uma sociedade equilibrada é papel de todos nós como cidadãos, mas isso não faz sentido se somos irresponsáveis em nossos atos. Por isso, é importante avaliarmos diariamente nossas ações, refletindo sobre o efeito que elas têm sobre os outros, e sobre nós mesmos.

A nossa cultura e o Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher

As datas comemorativas nada mais são que instrumentos temporais criados para nos fazer lembrar, todos os anos, de valores e princípios que não devemos renunciar. Nesse sentido, o Dia Internacional da Mulher é o momento de reconhecimento mundial do papel das mulheres em nossas sociedades, levando-nos à reflexão sobre temas de muita relevância, como preconceito contra mulheres, seus direitos e liberdades.

Felizmente, analisando retrospectivamente, o Brasil avançou muito na garantia da igualdade entre homens e mulheres, modificando entendimentos conservadores que impediam as mulheres de acessar recursos antes exclusivos aos homens. O mercado de trabalho é um grande exemplo disso, embora, ainda hoje, sabe-se que há disparidades que precisam ser corrigidas, como a diferença salarial entre homens e mulheres na iniciativa privada.

Como Comandante de uma instituição diretamente envolvida na preservação de direitos e fiscalização de deveres, penso que há desafios culturais ainda a superar, para que distorções como a violência contra a mulher sejam reduzidas. Principalmente nós, homens, devemos olhar para elas sem visões preconcebidas, sem entendimentos estereotipados, permitindo, assim, que as mulheres tenham autonomia em suas trajetórias.

Respeitar as individualidades de cada mulher, como ser humano livre e capaz de fazer suas próprias escolhas, é o primeiro passo para evitarmos a violência e o abuso. Se entendermos que as mulheres podem ser o que elas quiserem, da forma que quiserem, do modo que elas quiserem, passaremos a não mais exigir padrões de comportamento pautados em entendimentos equivocados.

A violência contra a mulher, que temos nos esforçado para combater, através da Ronda Maria da Penha, por exemplo, possui fortes raízes autoritárias de homens que não conseguem conceber autonomia e individualidade às suas companheiras. Refletir sobre isso é essencial para o Dia Internacional da Mulher!

Obrigado, vencemos mais um Carnaval!

Agradecimento Comandante Geral

Mais um carnaval que vencemos e avançamos com a convicção de que cada um de nós deu o melhor de si para a segurança do cidadão. Digo vencemos, pois saímos de uma verdadeira batalha, que se inicia por ter que superar as adversidades da limitação de recursos, superar a banalização cotidiana da violência e superar a descrença no bem. Digo avançamos, pois foi forte a dedicação de nossos oficiais e praças que planejaram, alocaram recursos e executaram as missões administrativas e operacionais de todo o evento. Tal dedicação foi combustível para que a Corporação atingisse elevados níveis de qualidade em tudo que fez no Carnaval 2016.

Agradeço a todos, pois foi muito bom presenciar cada PM executando suas atividades, nos longos dias da festa, com dedicação e esmero nunca antes percebidos. As patrulhas mostraram eficiência e eficácia, usaram da energia necessária, sem violência, e até atuaram em apoio aos turistas e baianos, informando, escoltando socorrendo e orientado.

Foi muito bom visitar os postos de comando, postos de serviço, postos de reunião de tropa e alojamentos, e ver o ambiente limpo, arejado e climatizado, ver o policial feliz.

Foi muito bom conversar com os policiais de serviço e não ouvir reclamações da alimentação, do lanche, suco e água que foi distribuída.

Foi muito bom implantar o Portal de Abordagens, a inovação potencializadora da ação preventiva, que fez com que vidas fossem poupadas e agressões físicas e lesões corporais evitadas.

Foi muito bom redimensionar o planejamento normal, linear, ortodoxo, e por isso fomos criativos, perseverantes e profissionais na tomada de decisão.

Por isso estamos orgulhosos de você policial militar que abdicou de pular na folia, para proteger e servir quem pulava na folia. E, nos orgulhamos também do policial que na folga foi para nosso camarote e fez a folia em família, em sua casa, todos juntos unidos e misturados como irmãos no mesmo Espaço Folia.

Quero agradecer a todos que independente de escala, comando ou departamento estiveram conosco construindo este resultado, mostrando que operacional é administrativo e o administrativo é operacional, pois somos todos um, numa mesma Corporação.

Obrigado por acreditarem que “Tudo termina bem na corrente do bem”.

PM e comunidade bem na corrente do bem”.

O sucesso dos Colégios da Polícia Militar da Bahia

Colégio da Polícia Militar da Bahia

A Polícia Militar da Bahia acabou de realizar o processo seletivo, todo informatizado com atenção à lisura, para os nossos Colégios da Polícia Militar, em toda a Bahia. Para mim, ex-aluno do CPM, é um grande orgulho perceber o quanto a comunidade tem buscado a oportunidade de confiar crianças e adolescentes aos cuidados dos nossos colégios.

Um dos motivos que têm levado a população a buscar os CPMs é o excelente desempenho dos nossos alunos no principal aferidor da qualidade da educação em nosso país, o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM. Os Colégios da Polícia Militar têm alcançado as melhores notas em comparação com as demais organizações públicas de ensino, chegando a superar até mesmo algumas organizações privadas.

Mas não só isso. O CPM representa para os pais organização, disciplina e responsabilidade: valores que buscamos cultivar na Polícia Militar e que são ensinados desde muito cedo aos alunos dos nossos colégios. Entendemos que toda educação deve passar pela capacidade de cumprir regras, um princípio completamente conciliável com a infância e a adolescência.

“E é bom lembrar que fomentar jovens responsáveis não implica em torná-los menos críticos, reflexivos e conscientes.”

Com a desagregação das famílias nas sociedades contemporâneas, uma instituição de ensino que se propõe a cultivar a responsabilidade e a disciplina como valor acaba sendo bastante prestigiada. Sem querer substituir o indispensável papel das famílias, os CPM são grandes colaboradores na formação de cidadãos.

E é bom lembrar que fomentar jovens responsáveis não implica em torná-los menos críticos, reflexivos e conscientes. Os Colégios da Polícia Militar se submetem aos ditames educacionais existentes em todas as escolas, e conseguem os resultados de sucesso respeitando, obviamente, a integridade intelectual, psicológica e física dos nossos alunos.

Destaque-se que os CPM são uma construção conjunta dos nossos policiais militares, praças e oficiais que entendem a importância de colaborar com a formação de cidadãos dignos, dos professores e integrantes da Secretaria Estadual de Educação, que lideram a parte pedagógica dos colégios, e dos pais e alunos, que somam esforços na crença de uma sociedade melhor a partir do cultivo de valores do bem. Tenho certeza que 2016 será mais um ano de vitórias e bons resultados!

O que penso para 2016

O que penso para 2016

A perfeição é uma ambição humana inalcançável, que deve servir-nos de estímulo sem nos levar à frustração. Essa é uma consideração essencial no momento em que estamos encerrando o ciclo de um ano de esforço, empenho e dedicação. Mais que uma circunstância festiva, o período natalino e a mudança no calendário é um momento de reflexão, onde devemos, humildemente, analisar o passado e projetar o futuro.

Lembremos que o Natal é a celebração do nascimento de Cristo, aquele que, independentemente da religião professada por cada um de nós, trouxe ensinamentos morais, sociais e espirituais muito relevantes. Não é à toa que, entre as datas comemorativas, o Natal é aquela onde nos sensibilizamos, nos solidarizamos e confraternizamos familiarmente: esses são princípios cristãos, que devem estar permanentemente permeando nossas relações.

Em 2015, foram justamente esses valores que defendemos como via de fortalecimento da nossa sociedade: a família como forma de acolhimento social, principalmente dos nossos jovens, muitas vezes seduzidos por estruturas desvirtuadas. Não será diferente em 2016, onde reafirmaremos tudo aquilo que nos trouxe frutos positivos, e aperfeiçoaremos o que precisar de ajustes.

Manteremos a política de valorização dos nossos policiais militares, o crescimento do aperfeiçoamento técnico e teórico e o apoio humano a cada um de nossos homens e mulheres. Continuaremos ao lado do cidadão, apoiando-o e protegendo, enaltecendo a legalidade democrática e orientando nossas ações de acordo com as reais necessidades da comunidade.

Como sempre digo, acredito numa Polícia Militar que atua formando uma harmônica corrente do bem com a comunidade, pois ambas (a PMBA e a comunidade) se confundem num único propósito: o de tornar nossa sociedade mais pacífica. São esses meus votos para o próximo ano, de uma corrente do bem mais fortalecida e profícua, com os valores natalinos afirmados cotidianamente, pois sem solidariedade, confraternização e sensibilidade familiar, nenhuma sociedade progride.

Tenha um Feliz Natal e um vitorioso ano-novo, com a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

A trágica falta de respeito à vida

A trágica falta de respeito à vida

Nos últimos dias, três tragédias me remeteram a uma só preocupação: a falta de responsabilidade e valorização da vida nos tempos em que vivemos. Vimos dezenas de pessoas serem assassinadas brutalmente na França, por iniciativa do terrorismo que descaracteriza princípios religiosos para praticar a barbárie.

Vimos o catastrófico rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, que gerou sérios danos ambientais, e também ceifou muitas vidas humanas. Mais próximo a nós, policiais militares baianos, tivemos a perda de uma companheira de farda bem querida por todos, a Soldado PM Dulcineide, que era lotada no Subcomando Geral da PMBA, e foi vítima de uma ação criminosa enquanto estava em serviço.

Embora cada uma dessas tragédias tenha seu próprio encadeamento de fatos, penso que a desconsideração do valor à vida passa por todos eles, servindo de alerta para a constituição moral e social que estamos praticando. Precisamos, com urgência, refletir profundamente sobre a falta de sensibilidade que vem caracterizando nossa época, onde valores básicos, essenciais para a nossa existência, estão sendo abandonados.

“E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém”

Quando me refiro à urgência da reflexão, estou declarando que todos esses fatos não podem nos deixar inertes, reféns de um modelo de convivência perverso e primitivo. A paz não é um cenário que alcançamos por omissão, pelo contrário: é preciso ser proativo para garantir que haja respeito, tolerância e dignidade nas relações humanas.

Precisamos negar a ambição desenfreada, o lucro pelo lucro, sem consciência social e humana. Devemos colocar limites claros aos interesses particulares: nada é mais importante do que a preservação da vida, o bem máximo e prioritário para a civilização. E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém (salvo em legítima defesa ou outros casos garantidos por lei).

Como cada um de nós pode agir para mudar o atual estado de coisas? Não há solução mágica. O problema, e a mudança, está em cada um de nós, agindo proativa e positivamente no cotidiano, nas pequenas ações, que juntas podem constituir uma verdadeira revolução humana. Buscar em si mesmo cada pequeno traço de insensibilidade é a forma mais efetiva de mudar o mundo. Só assim teremos sucesso enquanto humanidade!

Mídias Sociais e Democracia

Mídias Sociais e Democracia

Sou um adepto das formas democráticas de comunicação. O advento das mídias sociais, por exemplo, tem gerado grandes vantagens não só para o cidadão, mas para as organizações públicas, como a Polícia Militar da Bahia, que pode tornar-se mais acessível através dessas ferramentas. Este blog e os demais veículos de mídia social da PMBA são grandes exemplos de interação produtiva e eficiente proporcionada por esse momento ímpar da tecnologia da informação.

Ao tempo em que devemos aproveitar todos esses recursos disponíveis para propagar o bem, também devemos ser cautelosos e responsáveis ao utilizá-los. Todos sabemos que veículos de comunicação (qualquer que seja) são capazes de esclarecer, informar e criar laços positivos, mas também podem arruinar reputações, propagar inverdades e gerar espirais de medo e ódio. Nós, policiais militares, que lidamos com temas muito sensíveis, que envolvem Direitos Fundamentais, devemos estar sempre atentos a isso.

Percebam a ingenuidade e descompromisso que muitos usam o verbo “repassando”, bastante comum no compartilhamento de conteúdo nas mídias sociais (principalmente no WhatsApp). Precisamos entender que, ao “repassar” algo, não estamos isentos de responsabilidade do que estamos propagando. É assim que ocorrem as reações em cadeia de falsas informações, que podem gerar pânico social, a ponto de mudar comportamentos e desagregar a estabilidade de uma comunidade.

Outro cuidado necessário na utilização das novas mídias é a divisão entre o que é público e o que é privado. O acesso a poderosas ferramentas de comunicação acabou tornando cada cidadão uma “celebridade” em potencial, algo que mexe com os brios e vaidades de qualquer ser humano. O problema é que, nem sempre, é seguro, construtivo e conveniente se expor. Apenas uma linha separa o que é produtivo do que é destrutivo.

Um ponto importante a se ressaltar é que as mídias sociais não constituem ambiente isento de alcance da legalidade. Existem inúmeros casos de crimes de racismo, por exemplo, praticados nas mídias sociais, que foram objeto de apuração e responsabilização pela Justiça. Numa sociedade cada vez mais conectada, é imprescindível que as regras democráticas sejam mediadoras das relações interpessoais para garantir que direitos não sofram lesões.

É de conhecimento público que o computador, inventado por engenheiros da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, teve como objetivo inicial realizar cálculos para a artilharia norte-americana durante a Guerra Fria. Hoje, esta fantástica invenção é utilizada para os mais diversos fins pacíficos. Não podemos permitir que as mídias sociais, nascidas em sociedades democráticas e utilizadas para a democratização de muitas sociedades, sigam o caminho inverso, servindo a fins impróprios aos princípios cidadãos.

O trinômio para uma PMBA do futuro

O trinômio para uma PMBA do futuro

Para gerir uma Corporação com milhares de homens e mulheres que atuam nos 417 municípios baianos, é preciso estar constantemente desenvolvendo metodologias de trabalho que garantam um controle de qualidade no nosso serviço (administrativo ou operacional). Nesse sentido, há um trinômio fundamental para a gestão de qualquer processo na Polícia Militar da Bahia: o planejamento, o monitoramento e a avaliação.

O planejamento é o estudo dos meios disponíveis e a forma de aplicação desses meios nos problemas a serem enfrentados. O monitoramento é o constante acompanhamento da execução do planejamento, adotando-se, quando possível, medidas de ajuste em tempo real. A avaliação é a análise dos pontos positivos e negativos na execução do planejamento, para futuras correções e mudanças de rumo.

Percebam que esses conceitos, que esbocei aqui de maneira genérica, podem ser aplicados em qualquer processo da Corporação. O nosso Plano de Metas, já publicado aqui no blog, nada mais é do que uma ferramenta de planejamento, que projeta os traços institucionais da PMBA até 2018. Esse Plano está em constante monitoramento, para que, até lá, tenhamos efetividade no que foi proposto.

“Existem inúmeros exemplos onde o trinômio planejamento, monitoramento e avaliação podem (e devem) ser aplicados, buscando o aperfeiçoamento das nossas ações.”

Da mesma forma, uma guarnição PM, antes de realizar uma busca pessoal, planeja todos os procedimentos a serem adotados. Desde a forma de verbalizar com o abordado até o posicionamento de cada policial militar no cenário da ocorrência. Durante a busca, podem surgir circunstâncias que exijam mudança de comportamento dos policiais militares, e para isso é preciso monitoramento constante para agir prevenindo danos aos envolvidos. Após todo o procedimento, vale a pena avaliar o que foi feito, redefinindo, se for o caso, a metodologia de atuação.

Existem inúmeros exemplos onde o trinômio planejamento, monitoramento e avaliação podem (e devem) ser aplicados, buscando o aperfeiçoamento das nossas ações. É o que estamos fazendo, seja no plano estratégico, através do Pacto Pela Vida, por exemplo, seja no plano operacional, em uma simples abordagem ao cidadão. Só assim conseguimos manter a PMBA alinhada com as demandas do presente e do futuro.

É a PMBA e a comunidade na corrente do bem!