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O intercâmbio da PMBA com a Polícia Nacional da Colômbia

Polícia Nacional da Colômbia

Um dos princípios de qualquer organização bem-sucedida é a abertura para novas iniciativas e experiências que possam aperfeiçoar sua forma de atuação. É o que não canso de buscar na Polícia Militar da Bahia, e incentivo cada policial militar a seguir. Por isso considero fundamental o estudo e intercâmbio com outras organizações policiais, brasileiras e internacionais.

É nessa perspectiva que visitamos, nesta semana, a Polícia Nacional da Colômbia, em Bogotá, juntamente com oficiais alunos do Curso de Especialização em Gestão Estratégica da Segurança Pública, o CEGESP.

Pudemos conhecer um pouco da doutrina e da prática de Policiamento de Proteção Cidadã, Inteligência Policial, Resgate e Operações de Defesa Civil, além de detalhes sobre o Programa de Vigilância Comunitária por Quadrante, que envolve ações de policiamento em proximidade com o cidadão.

O Programa de Policiamento da Colômbia possui três vertentes que consistem em, 1. Identificar a mancha  criminal; 2. Planejar a ação policial específica e; 3. Articular os demais atores sociais.

Sua operacionalização ocorre por meio de pequenas unidades de polícia em territórios denominados distritos, que equivalem aos nossos bairros, para uma fração de tropa tipo pelotão da PMBA.

“É incrível como há um entendimento universal de que a eficiência policial está diretamente ligada aos pactos formados com a comunidade local e demais instâncias do Poder Público.”

O interessante desse tipo de encontro é que podemos não só aprender muito com os companheiros de outro país, mas ratificar nossa visão em muitos aspectos. É incrível como há um entendimento universal de que a eficiência policial está diretamente ligada aos pactos formados com a comunidade local e demais instâncias do Poder Público.

É o que sempre defendemos: uma corrente do bem entre a Polícia e a Comunidade. Na Colômbia, que possui uma cultura bem semelhante à brasileira, não é diferente.

Só temos agradecimentos aos policiais colombianos que nos recepcionaram com tanta presteza e cortesia. Obrigado pelos ensinamentos e pelo almoço de confraternização oferecido aos nossos oficiais. Ficamos abertos a novos contatos e intercâmbio!

Você é voluntário?

Você é voluntário?

Vivemos sob uma cultura onde parece que todas as ações precisam ser recompensadas. Ficamos até desconfiados quando percebemos alguém oferecendo ajuda sem buscar nada em troca. Logo dizemos: “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Mas, se olharmos bem, não é a ação interesseira que sustenta o mundo.

Todos nós, ainda bebês, tivemos o apoio, o carinho e a proteção de alguém que, sem receber nada em troca, dedicou suas energias para que nos formássemos enquanto seres humanos. E é assim que tudo se constrói: sempre há quem esteja disposto a doar algo de bom coração, com compaixão e caridade.

É incrível ver o efeito desse tipo de ação nas nossas Bases Comunitárias de Segurança, onde todo tipo de serviço é prestado por voluntários das próprias comunidades, e até pessoas de fora, que simplesmente se satisfazem com o sorriso e o engrandecimento dos moradores daquelas regiões. Nossos policiais militares muito frequentemente contribuem com atividades em seu horário de folga, por sentirem a importância daquela intervenção para cada membro da comunidade.

Pessoas da área de saúde que prestam atendimento, esportistas que ensinam suas técnicas desportivas, artistas que inspiram um novo olhar para a realidade: as incontáveis iniciativas que temos visto só ratificam o poder do voluntariado, da boa vontade, da compaixão e amor ao próximo.

A cada dia que passa, nossa Corrente do Bem é mais fortalecida pelo sentimento daqueles que acreditam na construção de uma sociedade melhor. Tenha certeza que, em algum lugar, alguém aguarda sua ajuda para mudar de vida. Precisamos nos voluntariar!

Como ter acesso à PMBA?

Como ter acesso à PMBA?

Uma instituição democrática não pode estar indisponível àqueles a quem presta seus serviços. Quanto mais meios tiver para buscar se relacionar com o cidadão, mais facilmente cumprirá seu objetivo de estar aberta ao público, tomando conhecimento do que a sociedade percebe e anseia. Organizar-se democraticamente é ser transparente, acessível e diligente.

Por isso a Polícia Militar da Bahia está sempre em busca de entrar em contato com o cidadão, seja em escolas públicas ministrando palestras sobre prevenção às drogas, seja perguntando a uma liderança local como anda a segurança dum bairro, seja expondo nosso trabalho em locais de grande circulação de pessoas, como shoppings e galerias. Agir democraticamente, para nós, não é uma atitude passiva, mas uma construção permanente de canais de acesso do cidadão à PMBA.

Atualmente já possuímos muitas formas do cidadão ou cidadã entrar em contato conosco. O primeiro deles é o contato direto com o policial militar nas ruas. Nossa tropa é orientada a atender imediatamente a chamados de qualquer pessoa, orientando em caso de dúvidas, colaborando com quaisquer demandas e obtendo o feedback do trabalho prestado.

“Agir democraticamente, para nós, não é uma atitude passiva, mas uma construção permanente de canais de acesso do cidadão à PMBA”

Também possuímos quartéis em todos os municípios baianos, onde você poderá se dirigir para entrar em contato com a PMBA. Use a lista telefônica do nosso site institucional, com e-mails e endereços de todas as unidades da Polícia Militar da Bahia. Lá você fica sabendo quem são os comandantes e subcomandantes das unidades, responsáveis por liderar a tropa de todas as partes do estado.

Hoje estamos presentes nas principais mídias sociais, como o Facebook, Twitter e Instagram. Além deste blog, alimento uma página no Facebook onde divulgo as ações do meu Comando para a comunidade. É uma forma bastante interativa e dinâmica de divulgar ações e obter um retorno da comunidade em relação ao nosso trabalho.

Caso queira fazer denúncias, críticas e elogios a nossa atuação, e não queira se identificar, você tem à disposição o site da Ouvidoria Geral do Estado, um canal de acesso direto às estruturas de comunicação, inteligência, planejamento operacional e correcional da Polícia Militar da Bahia.

Por fim, e não menos importante, você tem disponível, 24 horas por dia, o serviço 190, uma forma de acessar a PMBA em pronto emprego, para o caso de crimes em andamento ou recém-ocorridos e qualquer situação de risco. Em boa parte do território baiano nossas centrais de atendimento estão integradas com outras organizações de defesa social, e também realizam monitoramento por câmera dos municípios.

Como percebe-se, a PMBA possui ferramentas imprescindíveis para afirmar sua natureza democrática, transparente e pronta para atender o cidadão. Mesmo com toda essa estrutura, continuamos ininterruptamente em busca de melhor prestar nossos serviços à Comunidade, que é a razão de ser de qualquer instituição pública.

É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

Você colabora para evitar a sensação de insegurança?

Sensação de Segurança

Aferir os resultados da atividade policial-militar é particularmente desafiador porque, para o sucesso da nossa missão, não basta evitar que delitos ocorram, também é preciso fazer com que a comunidade entenda que estamos cumprindo nosso papel. Mais do que prestar segurança, também nos preocupamos em fazer com que as pessoas se sintam seguras.

Parece uma diferença trivial, mas esses dois fatores possuem uma relação que precisa ser considerada com muita responsabilidade. Vamos a um exemplo: digamos que, durante uma partida de futebol, alguém grita no meio de uma torcida organizada que há uma bomba no local. A tendência é que o desespero tome conta dos torcedores, o corre-corre comece, gerando o risco de quedas e outros acidentes. Ao se esbarrarem uns com os outros alguns torcedores podem brigar, o planejamento do policiamento precisará dar atenção ao problema etc.

Percebam que toda essa sucessão de eventos independe da existência real de uma bomba na torcida. O que mobilizou todos os torcedores, possibilitando a incidência de uma tragédia, foi a sensação de insegurança. O medo de ser vítima de uma explosão pode ter efeitos mais danosos que a própria explosão.

“Em época de novas tecnologias da informação, muita gente abusa desses espetaculares recursos de comunicação para proclamar o terror”

Por isso atuamos não só coibindo ações delituosas, mas também mostrando à população que a Polícia Militar está presente, que o cidadão pode contar conosco e que estamos alcançando resultados significativos na prevenção a atos criminosos em nosso estado. Afirmar nossas evoluções e marcar presença no dia-a-dia dos baianos é a forma de garantir sensação de segurança para a convivência social harmônica, sem sustos.

Para isso precisamos contar com cada cidadão, pois o que menos ajuda nesse cenário é a propagação de boatos sobre a segurança pública. Em época de novas tecnologias da informação, muita gente abusa desses espetaculares recursos de comunicação para proclamar o terror, sem qualquer responsabilidade com o próximo. Às vezes atém mesmo notícias de outras partes do país e do mundo são fantasiadas como se fossem locais, plantando o espanto desnecessariamente.

Como tudo na Segurança Pública, o sucesso nessa área depende da ação do Estado em parceria com o cidadão. Garanto que a Polícia Militar da Bahia está em ação para que tenhamos a medida correta dos problemas de insegurança que enfrentamos. Além disso, cada um de nós precisa assumir o papel de responsável para que a sensação de insegurança não nos leve a cometer algo pior do que aquilo que pretendemos prevenir.

Conto com cada cidadão e cidadã para construirmos uma sociedade lúcida, harmônica e pacífica. É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

O Policial Militar é uma referência de Cidadania

Policial Militar em ação social: exemplo de cidadania
Policial Militar em ação social: exemplo de cidadania. Foto: SECOM

Poucos atores sociais têm tanto potencial de ensinar uma comunidade como os policiais militares. No caso da Polícia Militar da Bahia, por exemplo, estamos presentes nos 417 municípios baianos, dando suporte à população ininterruptamente. Além dessa infiltração territorial, temos como trabalho cotidiano mediar conflitos, garantir direitos e cobrar deveres, missões que tornam a comunidade muito sensível às nossas ações.

Para completar, somos uma instituição visível, ostensiva, que sempre é percebida onde quer que esteja. Mesmo fora de serviço o policial militar é identificado, uma vez que sua presença fardada tenha sido registrada em alguma outra circunstância por um cidadão.

Esses são os principais motivos para entendermos a referência social-comunitária que o policial militar é, mesmo que não se dê conta disso. Em sua vizinhança o policial militar é percebido como um relevante paradigma de ética, na faculdade é muito observado o modo de agir do policial militar, nas organizações religiosas o policial militar geralmente é considerado uma liderança.

“Quando defendo a Polícia Militar formando uma Corrente do Bem com a Comunidade, penso no fortalecimento de uma Corporação prestativa”

Quando um policial militar dá um conselho a um adolescente, essas palavras ficam marcadas para a vida do jovem. Quando orientamos um cidadão a não jogar lixo na rua, dificilmente ele esquecerá desse ensinamento. Ações aparentemente triviais, que não são registradas estatisticamente, tornam a atividade policial-militar um grande serviço de cidadania.

Quando defendo a Polícia Militar formando uma Corrente do Bem com a Comunidade, penso no fortalecimento de uma Corporação prestativa, tendo o policial militar como referência de cidadania em seu espaço de atuação. Essa aproximação é a melhor forma de tornar uma polícia mais eficiente, pois assim temos mais informações qualificadas vindas do cidadão, e mais cumplicidade para garantir condições seguras e claras de emprego operacional.

Se você for um cidadão policial militar, procure intensificar cada vez mais essa intimidade legítima com a comunidade. Se você for um integrante da comunidade, esteja aberto para se relacionar com o nosso homem ou mulher policial militar. Eles são referência de cidadania para a sua comunidade. Assim fortaleceremos a Corrente do Bem!

Isso precisa ser dito sobre nossa Segurança Pública

A ação das polícias é sempre muito discutida, pois entre as agências estatais responsáveis pela prevenção à violência, somos quem lida com os efeitos de múltiplas e complexas causas. Mesmo com o esforço constante para priorizar a prevenção e a antecipação, sabemos que sempre haverá a necessidade da ação pontual de repressão qualificada (é assim em todo o Mundo). Embora seja importante discutirmos as ações onde as polícias usam a força, incluindo aspectos técnicos/legais, é fundamental também observar mais profundamente o cenário das práticas violentas em nossa sociedade.

Sabemos que os jovens são as principais vítimas e autores de violência (inclusive letal) no Brasil – segundo o Mapa da Violência 2014, enquanto a taxa de homicídios da população geral no Brasil é de 29 por 100 mil habitantes, a taxa entre os jovens é de 57,6 por 100 mil habitantes.

Por isso, gostaria de propor aqui no blog uma reflexão sobre as causas da condução dos nossos jovens a esse preocupante cenário. Em especial, me parece que devemos analisar o primeiro e mais importante núcleo social do qual fazemos parte, e que é o alicerce da trajetória de todos nós: a família.

É na família onde aprendemos valores básicos, e onde encontramos o suporte afetivo adequado para encarar os desafios da vida. Se a família está desestruturada, o indivíduo torna-se vulnerável, e tentará preencher seu vazio de outras formas, nem sempre seguras, éticas e engrandecedoras. Ressalte-se que não importa sua classe social: valores familiares não estão ligados a poder aquisitivo.

Quando falta a família, o jovem não tem a oportunidade de aprender os limites da sua atuação na sociedade, que exige respeito e consideração ao próximo. Ele não tem suporte e abertura para o diálogo e orientação. O afeto acolhedor que compensa as dificuldades da vivencia inexiste. Essa combinação muitas vezes se transforma em violência, um desafio para as organizações públicas, que não possuem jurisdição direta sobre o relacionamento familiar.

À Polícia Militar, juntamente com outras organizações do Estado (principalmente as escolas), cabe estar presente entendendo e orientando da maneira mais próxima possível. É o que estamos fazendo mais intensamente nas nossas Bases Comunitárias de Segurança, ganhando jovem a jovem, orientando as famílias, ajudando-as a conseguir o fôlego necessário para tornar seus filhos cidadãos plenos. Tudo isso com a participação de múltiplos atores, entes públicos e privados.

Não é fácil, não é simples, mas é nossa responsabilidade e prazer. Como sempre digo: a Polícia Militar e a Comunidade na Corrente do Bem.