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A PMBA e o novembro negro

Novembro Negro

Em 20 novembro comemoramos o Dia da Consciência Negra, momento simbólico para discutirmos a importância do combate ao racismo, principalmente na Bahia: nossa capital é a cidade do mundo com a maior população negra fora da África. O tema é de importância central para promovermos a garantia de direitos em nosso estado.

Por ser uma prática cultural, o racismo, e outras formas de discriminação, não são abolidos por decreto, embora ajude muito a tipificação do crime em nossa legislação. É preciso discutir, esclarecer e entender nossas raízes históricas para que passos significativos sejam dados no caminho da eliminação do racismo como traço da nossa cultura.

Já temos esforços positivos na Polícia Militar da Bahia: a valorização do NAFRO, nosso Núcleo de Religiões de Matriz Africana e a implementação do estudo de relações étnico-raciais nos nossos cursos de formação são duas medidas já implementadas que tornam a PMBA uma instituição reconhecedora dos desafios que nossa sociedade precisa superar nesse campo.

Entendo que o racismo deve ser permanentemente discutido e problematizado, pelo grau de desumanidade e injustiça social que promove, onde quer que seja praticado. Por isso vejo com bons olhos a iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Estado, que realizará seminários, eventos culturais, rodas de diálogo, além de entregas e certificações para povos e comunidades tradicionais nos territórios de identidade baianos, em cumprimento ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.

A nós, policiais militares, e aos demais cidadãos, cabe a reflexão: o que posso fazer para ajudar a extinguir o racismo da nossa sociedade? Cultura se muda com engajamento social e participação coletiva!

PM e comunidade na corrente do bem!

A trágica falta de respeito à vida

A trágica falta de respeito à vida

Nos últimos dias, três tragédias me remeteram a uma só preocupação: a falta de responsabilidade e valorização da vida nos tempos em que vivemos. Vimos dezenas de pessoas serem assassinadas brutalmente na França, por iniciativa do terrorismo que descaracteriza princípios religiosos para praticar a barbárie.

Vimos o catastrófico rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, que gerou sérios danos ambientais, e também ceifou muitas vidas humanas. Mais próximo a nós, policiais militares baianos, tivemos a perda de uma companheira de farda bem querida por todos, a Soldado PM Dulcineide, que era lotada no Subcomando Geral da PMBA, e foi vítima de uma ação criminosa enquanto estava em serviço.

Embora cada uma dessas tragédias tenha seu próprio encadeamento de fatos, penso que a desconsideração do valor à vida passa por todos eles, servindo de alerta para a constituição moral e social que estamos praticando. Precisamos, com urgência, refletir profundamente sobre a falta de sensibilidade que vem caracterizando nossa época, onde valores básicos, essenciais para a nossa existência, estão sendo abandonados.

“E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém”

Quando me refiro à urgência da reflexão, estou declarando que todos esses fatos não podem nos deixar inertes, reféns de um modelo de convivência perverso e primitivo. A paz não é um cenário que alcançamos por omissão, pelo contrário: é preciso ser proativo para garantir que haja respeito, tolerância e dignidade nas relações humanas.

Precisamos negar a ambição desenfreada, o lucro pelo lucro, sem consciência social e humana. Devemos colocar limites claros aos interesses particulares: nada é mais importante do que a preservação da vida, o bem máximo e prioritário para a civilização. E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém (salvo em legítima defesa ou outros casos garantidos por lei).

Como cada um de nós pode agir para mudar o atual estado de coisas? Não há solução mágica. O problema, e a mudança, está em cada um de nós, agindo proativa e positivamente no cotidiano, nas pequenas ações, que juntas podem constituir uma verdadeira revolução humana. Buscar em si mesmo cada pequeno traço de insensibilidade é a forma mais efetiva de mudar o mundo. Só assim teremos sucesso enquanto humanidade!

Um convite à Corrente do Bem!

Um convite à Corrente do Bem

Resolvi escrever um texto aqui no blog para falar de uma das mais importantes decisões estratégicas que acabamos de tomar. Atualmente as nossas unidades operacionais fazem mensalmente cerca de 8.700 blitze em todo o estado, ações onde nossos policiais militares abordam os cidadãos, verificam a possibilidade de existência de alguma irregularidade, dão dicas de segurança e até buscam opinião sobre o trabalho que estamos realizando.

Esse tipo de ação tem a capacidade de prevenir muitos delitos, pois conseguimos flagrar suspeitos com armas de fogo, drogas e até pessoas com mandado de prisão em aberto. No primeiro semestre deste ano apreendemos 1.663 armas de fogo e recuperamos 2.509 veículos, uma demonstração clara da efetividade do nosso trabalho ostensivo.

Por isso, resolvemos passar de 8.700 blitzes mensais para mais de 13 mil em todo o estado, ampliando as ações preventivas em 50% na produtividade. A intenção é que aumentemos a sensação de segurança, realizemos mais apreensões e prisões, e tenhamos mais oportunidades para que nossa tropa dê orientações de segurança e obtenha um feedback do público sobre nosso trabalho.

Escrevi esse texto para convidar você, cidadão e cidadã, a compor essa Corrente do Bem pela segurança pública em nosso estado, sendo cooperativos com nossos policiais militares. Eles têm todas as orientações e treinamentos técnicos para atuar. Temos certeza que o aumento das nossas ações terá um efeito significativo, gerando mais paz e tranquilidade a todos e todas.

Contamos com você! É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

As pequenas violências do cotidiano

Violências do Cotidiano

Quando pensamos em violência logo nos remetemos a organizações criminosas, quadrilhas, assassinatos e outros grandes crimes. Embora devamos sempre nos preocupar com qualquer modalidade de lesão a bens jurídicos, gostaria de falar sobre violências que não estão distantes de todos nós, e que podemos cometer não por maldade ou perversidade, mas por descuido e até desconhecimento.

Para dar um exemplo, considere quantas vezes um simples problema no trânsito costuma irritar as pessoas, levando-as a discussões ríspidas e agressivas. Ou mesmo em casa, quando irmãos discutem entre si, pais com filhos, marido e mulher. Às vezes, palavras mal colocadas fazem com que aqueles que amamos se distanciem, desestruturando a tão importante base familiar.

Há quem não respeite o outro por causa de sua origem social, religião, orientação sexual, cor da pele e elementos que não definem caráter. Piadas de mau gosto, xingamentos e outras formas de desrespeito são violências que devemos evitar sempre, pois magoam e destroem a integridade psicológica e moral das pessoas.

Em vez da violência, devemos incentivar a generosidade, a tolerância, o amor, a compreensão. Para fazer o correto não é preciso ser arrogante, ríspido e agressivo.

Sempre que pensarmos em violência devemos olhar primeiro para nós mesmos. Para a paz existir precisamos agir cuidadosamente, pois ela não é um ato de omissão. A paz é a ação através do Bem. Por isso sempre conclamo: a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!