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A convocação de voluntários da Reserva da PMBA

A missão de comandar uma instituição como a Polícia Militar da Bahia tem semelhanças marcantes com a condição da pai, em que nos sentimos responsáveis por cuidar e orientar os filhos, buscando o melhor encaminhamento para as suas vidas. No caso da PMBA, alinhamos esse querer bem a cada um dos “filhos” aos objetivos institucionais de promover a ordem pública e garantir a paz social.

Por isso me entusiasmo com iniciativas que contemplam tanto a valorização dos nossos profissionais quanto a otimização e aumento da eficiência dos nossos serviços. É o caso da Convocação de Voluntários da Reserva Remunerada para atuar em diversas funções não-operacionais nas diversas regiões do nosso estado:

  • Motorista Administrativo;
  • Auxiliar Administrativo;
  • Auxiliar de Apoio Logístico e Almoxarifado;
  • Auxiliar de Informática;
  • Auxiliar de Coordenação de Serviços Gerais e de Saúde;
  • Recepção e Secretaria;
  • Monitor Escolar;
  • Músico/Instrumentista;
  • Coordenador Administrativo;
  • Suporte Técnico de Aeronaves;
  • Guarda de Quartéis da Polícia Militar e de Prédios Públicos;
  • Operador de Central de Rádio e Telefonia;
  • Operador/Monitor de Câmera e Circuito Fechado de TV.

Seleção de Voluntários da Reserva

Para os policiais militares da Reserva Remunerada, é uma oportunidade de complementação remuneratória, exercendo atividades para as quais possuem vocação e afinidade. É muito comum que PMs exerçam as mais diversas atividades legalmente autorizadas após o término do serviço ativo na Corporação. Agora, poderão continuar servindo a PMBA, trazendo a experiência de quem dedicou-se pelo menos 30 anos a nossa Corporação.

Para a Polícia Militar, e a comunidade, essa é uma grande medida, que libera parte do efetivo que hoje atua no serviço administrativo para atuar no serviço operacional, trazendo resultados práticos para o policiamento. Além dos concursos públicos que vêm sendo realizados, a convocação de voluntários da reserva é um passo importante tanto na quantidade quanto na qualidade da nossa força de trabalho.

Os policiais militares interessados devem realizar a inscrição no Departamento de Pessoal (para PMs da Capital), no CPRMS (para PMs da Região Metropolitana) ou no respectivo Comando Regional (para PMs do Interior). As dúvidas podem ser tiradas através dos Setores de Pessoal dos Comandos Regionais ou através do próprio Departamento de Pessoal.

A Polícia Militar da Bahia, e este Comandante, está e sempre estará de portas abertas para aqueles que dedicaram suas vidas à defesa do cidadão.

PM e comunidade na corrente do bem!

A paternidade na nossa sociedade

Feliz dia dos Pais!

A maioria dos seres humanos policiais militares baianos são homens, grande parte deles pais de família, que além de dedicarem seus esforços profissionais à proteção da comunidade, realizam a proteção primeira da paternidade familiar. Por isso o Dia dos Pais é uma data mais que especial para a nossa Instituição. Sempre!

Ser pai é mais que uma circunstância da natureza, é também um lugar emocional e afetivo, diferente de qualquer outro. Ao tornar-se pai, a visão de mundo, a sensibilidade e a compreensão das coisas é modificada profundamente, tornando-nos mais maduros e lúcidos às circunstâncias da vida. É ótimo ser PM e pai!

Por isso, e com muita veemência, venho falando muito da família e das famílias no processo de prevenção à violência na sociedade contemporânea. Dificilmente uma instituição substituirá esse olhar cuidadoso do pai (e seu correspondente materno) para os nossos jovens.

Cada pai, ou mãe/pai tem, na relação com seus filhos e filhas, a capacidade do acolhimento e do direcionamento – imprescindíveis para a felicidade, proteção e o amor da criança, do adolescente e do futuro adulto.

Nesse sentimento da importância da paternidade, gostaria de desejar a todos e todas um feliz Dia dos Pais, com a consciência de que a paternidade é uma das bases para uma família em favor do bem!

Patriotismo e Copa do Mundo

Patriotismo e Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre é um momento especial para celebrarmos o orgulho de ser brasileiro e a nossa identidade como Nação. Nós, militares, praticamos os valores do patriotismo cotidianamente nos nossos quartéis, e ver esses valores disseminados na sociedade é animador.

Mesmo passando por um momento de desafios em vários campos da vida pública brasileira, creio ser importante praticar a celebração patriótica quando nos exibimos ao mundo através do futebol – um esporte coletivo, que em si já trás valores de união, superação, criatividade e disciplina.

“Nós, militares, praticamos os valores do patriotismo cotidianamente nos nossos quartéis.”

Independentemente do que ocorra em outros campos institucionais no país, nossa seleção estará lá, representando o Brasil, e, portanto, os brasileiros. Por que nos negarmos à alegria e à torcida?

Orgulhar-se do Brasil na Copa do Mundo é, inclusive, um ato de contraposição àqueles que não trabalham por um país digno, afinal, torcemos por um Brasil de excelência, que chame a atenção do mundo pela genialidade que encontra no futebol apenas um exemplo.

Torcer pelo Brasil na Copa do Mundo não é piegas nem alienação. É afirmar uma Nação de sucesso possível em diversas áreas, vide o que há tantos anos fazemos no futebol.

A vida do Policial Militar

A Vida do Policial Militar

Toda vida é preciosa e inestimável, e deve ser defendida com todos os recursos que a sociedade e o Estado dispõem. Quando falamos das vidas dos policiais militares adiciona-se a esse cenário o elemento simbólico, já que, como guardiões da própria sociedade, somos os agentes que socorrem aqueles que estão em situação de risco e vulnerabilidade.

Por isso não podemos tolerar qualquer investida contra policiais, estando ou não de serviço, que tem como consequência óbvia a investida contra a própria sociedade e contra o Estado de Direito. Quando um policial é vítima de um assassinato, a lesão à ordem social é grave, e os responsáveis devem ser responsabilizados e punidos com o rigor da Lei, com o máximo de eficiência possível.

Todos nós, policiais ou não, estamos inseridos numa sociedade que possui dinâmicas complexas, que tem gerado violência bem além do aceitável. A Polícia Militar é parte de um sistema amplo, multifacetado, que busca prevenir a ocorrência de crimes e garantir a paz social que todos almejamos.

Quando um policial é vítima de um assassinato, a lesão à ordem social é grave, e os responsáveis devem ser responsabilizados e punidos com o rigor da Lei com o máximo de eficiência possível.

Problemas que passam pelos valores sociais e familiares, pelos desafios econômicos, pela legislação vigente e pela relação entre os diversos entes estatais (em todas as instâncias) geram um estado de coisas onde a Polícia Militar se insere com máxima dedicação, prevenindo e reprimindo de maneira qualificada aqueles que tentam insurgir-se contra a legalidade.

Os homens e mulheres que somam-se a esse esforço benigno não podem estar vulneráveis à ação de criminosos de qualquer espécie. Por isso, como Comandante Geral da Polícia Militar da Bahia, trabalho incansavelmente para que nossa tropa tenha condições de trabalho, segurança e legitimidade para atuar.

Quando um policial militar é vitimado não poupamos esforços, com todo o apoio e estrutura logística e de inteligência do Governo do Estado e da Secretaria da Segurança Pública, para que a resposta proporcional seja dada.

Perder um policial, para este Comandante, é perder um filho. Para a sociedade, é perder um escudeiro. Não há quem ganhe com isso. Daí porque é intolerável e inaceitável.

Uma mensagem aos futuros policiais militares

Mensagem aos futuros policiais militares

Com os concursos para o Curso de Formação de Soldado (CFSd) PMBA e para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) já confirmados pelo governador Rui Costa, vale a pena conversar um pouco com aqueles que almejam o ingresso na nossa Polícia Militar da Bahia. Tenho visto a quantidade de jovens que se empenham diariamente estudando para os nossos concursos, demonstrando o quanto a nossa Corporação é uma referência de profissionalismo e de valor para a comunidade. Isso me deixa muito feliz!

Saiba que aqui você terá o grande desafio de prestar segurança pública ao povo baiano, e aos milhares de turistas que visitam nosso estado anualmente. Nesse sentido, é importantíssimo assimilar a essência do servir, que é a grande razão de ser da nossa profissão. É uma responsabilidade e um prazer muito grande representar a tranquilidade para uma comunidade, através da nossa presença e atuação.

Em várias circunstâncias, a Polícia Militar é a referência do Estado para o cidadão, que muitas vezes encontra-se em situação de vulnerabilidade e aflição, precisando de apoio, acolhimento, suporte. Nesse sentindo, a sensibilidade na forma em que se trata um cidadão, faz toda diferença.

Ao tornar-se policial militar, você, automaticamente, será visto como uma liderança social e será exigido pela própria sociedade a agir em consonância com esse papel. É muito realizador tornar-se uma liderança que possui a capacidade de promover o bem à comunidade!

Toda autoridade traz consigo alguma responsabilidade. E nossa principal responsabilidade é agir conforme a lei. É indispensável e fundamental na carreira policial-militar a conduta ética correta, o respeito aos valores morais, o bom trato com o cidadão. A austeridade que a farda entrega no combate qualificado ao crime não pode ser desviada para o cometimento de qualquer tipo de abuso. Ao contrário: a ação do policial militar só faz sentido público quando está inteiramente dentro do ordenamento jurídico.

Esse é o desafio e o compromisso da nossa missão, tão peculiar e diferenciada: a cortesia unida à severidade legal, a disciplina unida à solidariedade, o empoderamento social associado à ordem, o respeito às diferenças e a negação de qualquer privilégio. Dessa forma, com bom senso e equilíbrio conseguimos atuar da forma mais justa, fazendo cumprir a ordem ponderada dentro dos contextos sociais.

Além disso, nunca é demais lembrar: trabalhamos mesmo colocando a própria vida em risco pelo bem da coletividade. Para nós, policiais militares, para mim, comandante geral da PMBA, é um grande orgulho ostentar esta farda e saber que milhares de candidatos nos têm como referência, e querem unir seus futuros aos nossos. O ofício policial-militar é muito desafiador, mas também muito realizador. Tenham todos e todas boa sorte!

Lembrem-se sempre: PM e comunidade na corrente do bem!

Os 4 pontos essenciais para ser policial militar

Policial militar na Barra

Para ser policial militar é preciso estar atento a quatro fatores indispensáveis: preparo físico, preparo intelectual/técnico, preparo psicológico/emocional e conduta ética/moral elevada. Quando qualquer um desses elementos falta, o resultado na atuação do policial militar pode ser trágico.

Em vários momentos da nossa rotina somos exigidos fisicamente. Atuamos em vários biomas e condições geográficas em toda a Bahia, que exigem diferentes tipos de preparo físico dos nossos homens e mulheres. Em situações limite, precisamos correr, nadar, nos manter por muito tempo em pé, resistir ao sono e outras necessidades fisiológicas. Para isso é preciso treinamento e cuidado com a saúde, algo que nosso Centro de Educação Física e Desportos e o Departamento de Saúde vem se dedicando continuamente.

Um dos fatores que nos leva ao menor desgaste físico é justamente a capacidade técnico-intelectiva, pois nos dá condições de cumprir as missões com o mínimo possível de esforço e risco. Seja o conhecimento sobre a legalidade de nossa atuação, seja a melhor forma de realizar abordagens, buscas pessoais, patrulhamento etc. Nossas unidades de Ensino, Instrução e Capacitação são as multiplicadoras desse conhecimento para sempre elevar nosso nível de excelência.

Mas o conhecimento e o preparo físico não são suficientes para que a ação do policial militar seja correta. A preocupação com a dimensão ética e moral deve ser permanente, e por isso buscamos transmitir, desde os cursos de formação, valores que garantam ações dentro da legalidade. A Corregedoria da PMBA é a protetora desses valores, e está sempre atenta para preservá-los.

Por fim, e não menos importante, há o campo emocional e psicológico de cada homem e mulher que serve à Polícia Militar da Bahia. Cada ser humano precisa de cuidado, afeto, estabilidade familiar e social. Não podemos deixar que instabilidades emocionais façam os guardiães da sociedade sofrerem, ou cometerem erros por isso. É aí que entra nosso Departamento de Promoção Social, principal instância de valorização e elevação da autoestima dos seres humanos da PMBA.

Como Comandante Geral, estou atento a cada um desses setores, para que nossos policiais militares possam entregar aos baianos e baianas um serviço primoroso, superando as expectativas do nosso povo. Sempre que avistar um policial militar, lembre-se: ali está alguém que se preparou física, intelectual, psicológica e moralmente para lhe servir.

É a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

Sobre responsabilidade e liberdade em nossa sociedade

Responsabilidade e liberdade

Um dos princípios fundamentais para a construção de uma sociedade mais pacífica é a responsabilidade. Me refiro à responsabilidade como a capacidade de cada indivíduo perceber o exato efeito que sua ação gera em si mesmo, naqueles que lhe rodeiam e nos demais seres. Um sujeito responsável passa pelos lugares proporcionando alegria, paz e outras boas sensações. O irresponsável leva transtornos, violência de todos os tipos, desconfiança.

Às vezes, olhamos para grandes casos de corrupção e crimes bárbaros com olhos julgadores, mas não percebemos quais mecanismos estão embutidos nessas práticas. Obviamente, devemos diferenciar cada ato pela dimensão que ele possui, mas é fundamental observar também qual o princípio gerador de cada um deles. Aquele que realiza um assalto a banco com certeza age sem se importar com o grande mal que faz aos outros e a si mesmo – correndo o risco de ser preso, por exemplo. Quem consuma esse tipo de crime comete uma grande irresponsabilidade.

O conceito de responsabilidade está diretamente conectado ao conceito de liberdade, pois não é possível ser livre sem ser responsável.

Embora com efeitos bem menores, há outros tipos de irresponsabilidade que devem ser rechaçadas, pois também geram danos, e criam um ambiente negativo, onde a violência pode florescer. Vamos a um pequeno exemplo: invadir o sinal vermelho no trânsito. Ao cometer esse ato você pode causar um acidente grave, trazendo danos a você e a terceiros. O princípio é o mesmo: ignorar os efeitos que seu ato pode gerar em si e nos outros.

O conceito de responsabilidade está diretamente conectado ao conceito de liberdade, pois não é possível ser livre sem ser responsável. Apenas num ambiente de responsabilidade, onde ninguém é capaz de gerar dano a ninguém, podemos ser livres. Ao agir irresponsavelmente agredimos a nossa liberdade e a dos demais, criando instabilidade e insegurança. Por isso é comum ouvir que “toda liberdade traz junto uma responsabilidade”, ou “todo direito traz junto um dever”.

Reivindicar uma sociedade equilibrada é papel de todos nós como cidadãos, mas isso não faz sentido se somos irresponsáveis em nossos atos. Por isso, é importante avaliarmos diariamente nossas ações, refletindo sobre o efeito que elas têm sobre os outros, e sobre nós mesmos.

Obrigado, vencemos mais um Carnaval!

Agradecimento Comandante Geral

Mais um carnaval que vencemos e avançamos com a convicção de que cada um de nós deu o melhor de si para a segurança do cidadão. Digo vencemos, pois saímos de uma verdadeira batalha, que se inicia por ter que superar as adversidades da limitação de recursos, superar a banalização cotidiana da violência e superar a descrença no bem. Digo avançamos, pois foi forte a dedicação de nossos oficiais e praças que planejaram, alocaram recursos e executaram as missões administrativas e operacionais de todo o evento. Tal dedicação foi combustível para que a Corporação atingisse elevados níveis de qualidade em tudo que fez no Carnaval 2016.

Agradeço a todos, pois foi muito bom presenciar cada PM executando suas atividades, nos longos dias da festa, com dedicação e esmero nunca antes percebidos. As patrulhas mostraram eficiência e eficácia, usaram da energia necessária, sem violência, e até atuaram em apoio aos turistas e baianos, informando, escoltando socorrendo e orientado.

Foi muito bom visitar os postos de comando, postos de serviço, postos de reunião de tropa e alojamentos, e ver o ambiente limpo, arejado e climatizado, ver o policial feliz.

Foi muito bom conversar com os policiais de serviço e não ouvir reclamações da alimentação, do lanche, suco e água que foi distribuída.

Foi muito bom implantar o Portal de Abordagens, a inovação potencializadora da ação preventiva, que fez com que vidas fossem poupadas e agressões físicas e lesões corporais evitadas.

Foi muito bom redimensionar o planejamento normal, linear, ortodoxo, e por isso fomos criativos, perseverantes e profissionais na tomada de decisão.

Por isso estamos orgulhosos de você policial militar que abdicou de pular na folia, para proteger e servir quem pulava na folia. E, nos orgulhamos também do policial que na folga foi para nosso camarote e fez a folia em família, em sua casa, todos juntos unidos e misturados como irmãos no mesmo Espaço Folia.

Quero agradecer a todos que independente de escala, comando ou departamento estiveram conosco construindo este resultado, mostrando que operacional é administrativo e o administrativo é operacional, pois somos todos um, numa mesma Corporação.

Obrigado por acreditarem que “Tudo termina bem na corrente do bem”.

PM e comunidade bem na corrente do bem”.

O que penso para 2016

O que penso para 2016

A perfeição é uma ambição humana inalcançável, que deve servir-nos de estímulo sem nos levar à frustração. Essa é uma consideração essencial no momento em que estamos encerrando o ciclo de um ano de esforço, empenho e dedicação. Mais que uma circunstância festiva, o período natalino e a mudança no calendário é um momento de reflexão, onde devemos, humildemente, analisar o passado e projetar o futuro.

Lembremos que o Natal é a celebração do nascimento de Cristo, aquele que, independentemente da religião professada por cada um de nós, trouxe ensinamentos morais, sociais e espirituais muito relevantes. Não é à toa que, entre as datas comemorativas, o Natal é aquela onde nos sensibilizamos, nos solidarizamos e confraternizamos familiarmente: esses são princípios cristãos, que devem estar permanentemente permeando nossas relações.

Em 2015, foram justamente esses valores que defendemos como via de fortalecimento da nossa sociedade: a família como forma de acolhimento social, principalmente dos nossos jovens, muitas vezes seduzidos por estruturas desvirtuadas. Não será diferente em 2016, onde reafirmaremos tudo aquilo que nos trouxe frutos positivos, e aperfeiçoaremos o que precisar de ajustes.

Manteremos a política de valorização dos nossos policiais militares, o crescimento do aperfeiçoamento técnico e teórico e o apoio humano a cada um de nossos homens e mulheres. Continuaremos ao lado do cidadão, apoiando-o e protegendo, enaltecendo a legalidade democrática e orientando nossas ações de acordo com as reais necessidades da comunidade.

Como sempre digo, acredito numa Polícia Militar que atua formando uma harmônica corrente do bem com a comunidade, pois ambas (a PMBA e a comunidade) se confundem num único propósito: o de tornar nossa sociedade mais pacífica. São esses meus votos para o próximo ano, de uma corrente do bem mais fortalecida e profícua, com os valores natalinos afirmados cotidianamente, pois sem solidariedade, confraternização e sensibilidade familiar, nenhuma sociedade progride.

Tenha um Feliz Natal e um vitorioso ano-novo, com a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

A trágica falta de respeito à vida

A trágica falta de respeito à vida

Nos últimos dias, três tragédias me remeteram a uma só preocupação: a falta de responsabilidade e valorização da vida nos tempos em que vivemos. Vimos dezenas de pessoas serem assassinadas brutalmente na França, por iniciativa do terrorismo que descaracteriza princípios religiosos para praticar a barbárie.

Vimos o catastrófico rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, que gerou sérios danos ambientais, e também ceifou muitas vidas humanas. Mais próximo a nós, policiais militares baianos, tivemos a perda de uma companheira de farda bem querida por todos, a Soldado PM Dulcineide, que era lotada no Subcomando Geral da PMBA, e foi vítima de uma ação criminosa enquanto estava em serviço.

Embora cada uma dessas tragédias tenha seu próprio encadeamento de fatos, penso que a desconsideração do valor à vida passa por todos eles, servindo de alerta para a constituição moral e social que estamos praticando. Precisamos, com urgência, refletir profundamente sobre a falta de sensibilidade que vem caracterizando nossa época, onde valores básicos, essenciais para a nossa existência, estão sendo abandonados.

“E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém”

Quando me refiro à urgência da reflexão, estou declarando que todos esses fatos não podem nos deixar inertes, reféns de um modelo de convivência perverso e primitivo. A paz não é um cenário que alcançamos por omissão, pelo contrário: é preciso ser proativo para garantir que haja respeito, tolerância e dignidade nas relações humanas.

Precisamos negar a ambição desenfreada, o lucro pelo lucro, sem consciência social e humana. Devemos colocar limites claros aos interesses particulares: nada é mais importante do que a preservação da vida, o bem máximo e prioritário para a civilização. E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém (salvo em legítima defesa ou outros casos garantidos por lei).

Como cada um de nós pode agir para mudar o atual estado de coisas? Não há solução mágica. O problema, e a mudança, está em cada um de nós, agindo proativa e positivamente no cotidiano, nas pequenas ações, que juntas podem constituir uma verdadeira revolução humana. Buscar em si mesmo cada pequeno traço de insensibilidade é a forma mais efetiva de mudar o mundo. Só assim teremos sucesso enquanto humanidade!