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Uma mensagem aos futuros policiais militares

Mensagem aos futuros policiais militares

Com os concursos para o Curso de Formação de Soldado (CFSd) PMBA e para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) já confirmados pelo governador Rui Costa, vale a pena conversar um pouco com aqueles que almejam o ingresso na nossa Polícia Militar da Bahia. Tenho visto a quantidade de jovens que se empenham diariamente estudando para os nossos concursos, demonstrando o quanto a nossa Corporação é uma referência de profissionalismo e de valor para a comunidade. Isso me deixa muito feliz!

Saiba que aqui você terá o grande desafio de prestar segurança pública ao povo baiano, e aos milhares de turistas que visitam nosso estado anualmente. Nesse sentido, é importantíssimo assimilar a essência do servir, que é a grande razão de ser da nossa profissão. É uma responsabilidade e um prazer muito grande representar a tranquilidade para uma comunidade, através da nossa presença e atuação.

Em várias circunstâncias, a Polícia Militar é a referência do Estado para o cidadão, que muitas vezes encontra-se em situação de vulnerabilidade e aflição, precisando de apoio, acolhimento, suporte. Nesse sentindo, a sensibilidade na forma em que se trata um cidadão, faz toda diferença.

Ao tornar-se policial militar, você, automaticamente, será visto como uma liderança social e será exigido pela própria sociedade a agir em consonância com esse papel. É muito realizador tornar-se uma liderança que possui a capacidade de promover o bem à comunidade!

Toda autoridade traz consigo alguma responsabilidade. E nossa principal responsabilidade é agir conforme a lei. É indispensável e fundamental na carreira policial-militar a conduta ética correta, o respeito aos valores morais, o bom trato com o cidadão. A austeridade que a farda entrega no combate qualificado ao crime não pode ser desviada para o cometimento de qualquer tipo de abuso. Ao contrário: a ação do policial militar só faz sentido público quando está inteiramente dentro do ordenamento jurídico.

Esse é o desafio e o compromisso da nossa missão, tão peculiar e diferenciada: a cortesia unida à severidade legal, a disciplina unida à solidariedade, o empoderamento social associado à ordem, o respeito às diferenças e a negação de qualquer privilégio. Dessa forma, com bom senso e equilíbrio conseguimos atuar da forma mais justa, fazendo cumprir a ordem ponderada dentro dos contextos sociais.

Além disso, nunca é demais lembrar: trabalhamos mesmo colocando a própria vida em risco pelo bem da coletividade. Para nós, policiais militares, para mim, comandante geral da PMBA, é um grande orgulho ostentar esta farda e saber que milhares de candidatos nos têm como referência, e querem unir seus futuros aos nossos. O ofício policial-militar é muito desafiador, mas também muito realizador. Tenham todos e todas boa sorte!

Lembrem-se sempre: PM e comunidade na corrente do bem!

Os 4 pontos essenciais para ser policial militar

Policial militar na Barra

Para ser policial militar é preciso estar atento a quatro fatores indispensáveis: preparo físico, preparo intelectual/técnico, preparo psicológico/emocional e conduta ética/moral elevada. Quando qualquer um desses elementos falta, o resultado na atuação do policial militar pode ser trágico.

Em vários momentos da nossa rotina somos exigidos fisicamente. Atuamos em vários biomas e condições geográficas em toda a Bahia, que exigem diferentes tipos de preparo físico dos nossos homens e mulheres. Em situações limite, precisamos correr, nadar, nos manter por muito tempo em pé, resistir ao sono e outras necessidades fisiológicas. Para isso é preciso treinamento e cuidado com a saúde, algo que nosso Centro de Educação Física e Desportos e o Departamento de Saúde vem se dedicando continuamente.

Um dos fatores que nos leva ao menor desgaste físico é justamente a capacidade técnico-intelectiva, pois nos dá condições de cumprir as missões com o mínimo possível de esforço e risco. Seja o conhecimento sobre a legalidade de nossa atuação, seja a melhor forma de realizar abordagens, buscas pessoais, patrulhamento etc. Nossas unidades de Ensino, Instrução e Capacitação são as multiplicadoras desse conhecimento para sempre elevar nosso nível de excelência.

Mas o conhecimento e o preparo físico não são suficientes para que a ação do policial militar seja correta. A preocupação com a dimensão ética e moral deve ser permanente, e por isso buscamos transmitir, desde os cursos de formação, valores que garantam ações dentro da legalidade. A Corregedoria da PMBA é a protetora desses valores, e está sempre atenta para preservá-los.

Por fim, e não menos importante, há o campo emocional e psicológico de cada homem e mulher que serve à Polícia Militar da Bahia. Cada ser humano precisa de cuidado, afeto, estabilidade familiar e social. Não podemos deixar que instabilidades emocionais façam os guardiães da sociedade sofrerem, ou cometerem erros por isso. É aí que entra nosso Departamento de Promoção Social, principal instância de valorização e elevação da autoestima dos seres humanos da PMBA.

Como Comandante Geral, estou atento a cada um desses setores, para que nossos policiais militares possam entregar aos baianos e baianas um serviço primoroso, superando as expectativas do nosso povo. Sempre que avistar um policial militar, lembre-se: ali está alguém que se preparou física, intelectual, psicológica e moralmente para lhe servir.

É a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

Sobre responsabilidade e liberdade em nossa sociedade

Responsabilidade e liberdade

Um dos princípios fundamentais para a construção de uma sociedade mais pacífica é a responsabilidade. Me refiro à responsabilidade como a capacidade de cada indivíduo perceber o exato efeito que sua ação gera em si mesmo, naqueles que lhe rodeiam e nos demais seres. Um sujeito responsável passa pelos lugares proporcionando alegria, paz e outras boas sensações. O irresponsável leva transtornos, violência de todos os tipos, desconfiança.

Às vezes, olhamos para grandes casos de corrupção e crimes bárbaros com olhos julgadores, mas não percebemos quais mecanismos estão embutidos nessas práticas. Obviamente, devemos diferenciar cada ato pela dimensão que ele possui, mas é fundamental observar também qual o princípio gerador de cada um deles. Aquele que realiza um assalto a banco com certeza age sem se importar com o grande mal que faz aos outros e a si mesmo – correndo o risco de ser preso, por exemplo. Quem consuma esse tipo de crime comete uma grande irresponsabilidade.

O conceito de responsabilidade está diretamente conectado ao conceito de liberdade, pois não é possível ser livre sem ser responsável.

Embora com efeitos bem menores, há outros tipos de irresponsabilidade que devem ser rechaçadas, pois também geram danos, e criam um ambiente negativo, onde a violência pode florescer. Vamos a um pequeno exemplo: invadir o sinal vermelho no trânsito. Ao cometer esse ato você pode causar um acidente grave, trazendo danos a você e a terceiros. O princípio é o mesmo: ignorar os efeitos que seu ato pode gerar em si e nos outros.

O conceito de responsabilidade está diretamente conectado ao conceito de liberdade, pois não é possível ser livre sem ser responsável. Apenas num ambiente de responsabilidade, onde ninguém é capaz de gerar dano a ninguém, podemos ser livres. Ao agir irresponsavelmente agredimos a nossa liberdade e a dos demais, criando instabilidade e insegurança. Por isso é comum ouvir que “toda liberdade traz junto uma responsabilidade”, ou “todo direito traz junto um dever”.

Reivindicar uma sociedade equilibrada é papel de todos nós como cidadãos, mas isso não faz sentido se somos irresponsáveis em nossos atos. Por isso, é importante avaliarmos diariamente nossas ações, refletindo sobre o efeito que elas têm sobre os outros, e sobre nós mesmos.

Obrigado, vencemos mais um Carnaval!

Agradecimento Comandante Geral

Mais um carnaval que vencemos e avançamos com a convicção de que cada um de nós deu o melhor de si para a segurança do cidadão. Digo vencemos, pois saímos de uma verdadeira batalha, que se inicia por ter que superar as adversidades da limitação de recursos, superar a banalização cotidiana da violência e superar a descrença no bem. Digo avançamos, pois foi forte a dedicação de nossos oficiais e praças que planejaram, alocaram recursos e executaram as missões administrativas e operacionais de todo o evento. Tal dedicação foi combustível para que a Corporação atingisse elevados níveis de qualidade em tudo que fez no Carnaval 2016.

Agradeço a todos, pois foi muito bom presenciar cada PM executando suas atividades, nos longos dias da festa, com dedicação e esmero nunca antes percebidos. As patrulhas mostraram eficiência e eficácia, usaram da energia necessária, sem violência, e até atuaram em apoio aos turistas e baianos, informando, escoltando socorrendo e orientado.

Foi muito bom visitar os postos de comando, postos de serviço, postos de reunião de tropa e alojamentos, e ver o ambiente limpo, arejado e climatizado, ver o policial feliz.

Foi muito bom conversar com os policiais de serviço e não ouvir reclamações da alimentação, do lanche, suco e água que foi distribuída.

Foi muito bom implantar o Portal de Abordagens, a inovação potencializadora da ação preventiva, que fez com que vidas fossem poupadas e agressões físicas e lesões corporais evitadas.

Foi muito bom redimensionar o planejamento normal, linear, ortodoxo, e por isso fomos criativos, perseverantes e profissionais na tomada de decisão.

Por isso estamos orgulhosos de você policial militar que abdicou de pular na folia, para proteger e servir quem pulava na folia. E, nos orgulhamos também do policial que na folga foi para nosso camarote e fez a folia em família, em sua casa, todos juntos unidos e misturados como irmãos no mesmo Espaço Folia.

Quero agradecer a todos que independente de escala, comando ou departamento estiveram conosco construindo este resultado, mostrando que operacional é administrativo e o administrativo é operacional, pois somos todos um, numa mesma Corporação.

Obrigado por acreditarem que “Tudo termina bem na corrente do bem”.

PM e comunidade bem na corrente do bem”.

O que penso para 2016

O que penso para 2016

A perfeição é uma ambição humana inalcançável, que deve servir-nos de estímulo sem nos levar à frustração. Essa é uma consideração essencial no momento em que estamos encerrando o ciclo de um ano de esforço, empenho e dedicação. Mais que uma circunstância festiva, o período natalino e a mudança no calendário é um momento de reflexão, onde devemos, humildemente, analisar o passado e projetar o futuro.

Lembremos que o Natal é a celebração do nascimento de Cristo, aquele que, independentemente da religião professada por cada um de nós, trouxe ensinamentos morais, sociais e espirituais muito relevantes. Não é à toa que, entre as datas comemorativas, o Natal é aquela onde nos sensibilizamos, nos solidarizamos e confraternizamos familiarmente: esses são princípios cristãos, que devem estar permanentemente permeando nossas relações.

Em 2015, foram justamente esses valores que defendemos como via de fortalecimento da nossa sociedade: a família como forma de acolhimento social, principalmente dos nossos jovens, muitas vezes seduzidos por estruturas desvirtuadas. Não será diferente em 2016, onde reafirmaremos tudo aquilo que nos trouxe frutos positivos, e aperfeiçoaremos o que precisar de ajustes.

Manteremos a política de valorização dos nossos policiais militares, o crescimento do aperfeiçoamento técnico e teórico e o apoio humano a cada um de nossos homens e mulheres. Continuaremos ao lado do cidadão, apoiando-o e protegendo, enaltecendo a legalidade democrática e orientando nossas ações de acordo com as reais necessidades da comunidade.

Como sempre digo, acredito numa Polícia Militar que atua formando uma harmônica corrente do bem com a comunidade, pois ambas (a PMBA e a comunidade) se confundem num único propósito: o de tornar nossa sociedade mais pacífica. São esses meus votos para o próximo ano, de uma corrente do bem mais fortalecida e profícua, com os valores natalinos afirmados cotidianamente, pois sem solidariedade, confraternização e sensibilidade familiar, nenhuma sociedade progride.

Tenha um Feliz Natal e um vitorioso ano-novo, com a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

A trágica falta de respeito à vida

A trágica falta de respeito à vida

Nos últimos dias, três tragédias me remeteram a uma só preocupação: a falta de responsabilidade e valorização da vida nos tempos em que vivemos. Vimos dezenas de pessoas serem assassinadas brutalmente na França, por iniciativa do terrorismo que descaracteriza princípios religiosos para praticar a barbárie.

Vimos o catastrófico rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, que gerou sérios danos ambientais, e também ceifou muitas vidas humanas. Mais próximo a nós, policiais militares baianos, tivemos a perda de uma companheira de farda bem querida por todos, a Soldado PM Dulcineide, que era lotada no Subcomando Geral da PMBA, e foi vítima de uma ação criminosa enquanto estava em serviço.

Embora cada uma dessas tragédias tenha seu próprio encadeamento de fatos, penso que a desconsideração do valor à vida passa por todos eles, servindo de alerta para a constituição moral e social que estamos praticando. Precisamos, com urgência, refletir profundamente sobre a falta de sensibilidade que vem caracterizando nossa época, onde valores básicos, essenciais para a nossa existência, estão sendo abandonados.

“E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém”

Quando me refiro à urgência da reflexão, estou declarando que todos esses fatos não podem nos deixar inertes, reféns de um modelo de convivência perverso e primitivo. A paz não é um cenário que alcançamos por omissão, pelo contrário: é preciso ser proativo para garantir que haja respeito, tolerância e dignidade nas relações humanas.

Precisamos negar a ambição desenfreada, o lucro pelo lucro, sem consciência social e humana. Devemos colocar limites claros aos interesses particulares: nada é mais importante do que a preservação da vida, o bem máximo e prioritário para a civilização. E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém (salvo em legítima defesa ou outros casos garantidos por lei).

Como cada um de nós pode agir para mudar o atual estado de coisas? Não há solução mágica. O problema, e a mudança, está em cada um de nós, agindo proativa e positivamente no cotidiano, nas pequenas ações, que juntas podem constituir uma verdadeira revolução humana. Buscar em si mesmo cada pequeno traço de insensibilidade é a forma mais efetiva de mudar o mundo. Só assim teremos sucesso enquanto humanidade!

Sobre desvios de conduta

Desvios de conduta

A Polícia Militar da Bahia é uma das maiores organizações públicas do Brasil, com cerca de 30 mil homens e mulheres em seus quadros, contratados mediante concurso público estruturado em rigorosas etapas de seleção. Realizamos provas de conhecimentos (Direito, História, Português, Matemática, Redação etc), exame psicológico, exame físico e médico e sindicância social que analisa a vida pregressa dos candidatos.

Após aprovado, o candidato é encaminhado para o Curso de Formação, com duração mínima de 9 meses, onde é observado, avaliado e exigido para que se torne um policial militar exemplar. Caso consiga a aprovação em todas as disciplinas, e possua comportamento digno, este aluno adquire o direito de vestir a nossa farda.

Mesmo após todas essas etapas, a PMBA se mantém vigilante, dispondo de corregedorias setoriais em todas as organizações policiais-militares, e de uma Corregedoria Geral, que é responsável por coordenar e fiscalizar os trabalhos das demais corregedorias.

Também dispomos de um Departamento de Promoção Social, que visa dar apoio psicológico, jurídico e social aos nossos policiais militares. Sabemos que a atividade policial possui desafios peculiares, distintos de qualquer outra profissão, por isso nos mantemos atentos a dar suporte ao homem ou à mulher que esteja carente de ajuda em qualquer uma dessas dimensões.

Depois de entender esse cenário, o leitor perguntará: “é possível que haja desvio de conduta com todo esse trabalho?”. A resposta é “sim”, mas não por falta de esforço institucional, não por leniência e corporativismo, não por má vontade em punir e fiscalizar. Pelo contrário, como foi dito, acompanhamos incessantemente nossos policiais não só prevenindo, mas também reprimindo qualquer tipo de abuso cometido, pois entendemos que o exemplo de bom comportamento deve residir no policial.

Falar sobre desvios cometidos por policiais é tão complexo como desvendar a natureza humana. Todos nós temos caráter, conduta e educação, valores que não foram criados pela Polícia Militar. Não existe método que permita ler permanentemente as intenções de todos os milhares de componentes da nossa Corporação. Como ocorre em qualquer organização humana, há quem se aproveite de determinado contexto para praticar atos execráveis.

Mas, na condição de Comandante Geral, com dezenas de anos vivenciando e analisando nossa Corporação, posso dizer com certeza duas coisas. A primeira é que, diferentemente do que às vezes se noticia, os casos de desvio representam uma pequena minoria da Corporação. Imagine o leitor o caos que viveríamos se tivéssemos grande parte de mais de 30 mil homens e mulheres praticando abusos. Impensável!

A segunda é que nunca compactuaremos com quem desonra a nossa farda, e permite que nossos honrosos e esforçados profissionais sejam confundidos com quem não merece ostentar nossas insígnias. O Comando da PMBA tem a obrigação de dar todas as condições de trabalho e motivação a nossa tropa, que, por sua vez, deve se mostrar sempre correta, honesta e cortês com a comunidade, sem deixar de exigir o cumprimento da Lei quando necessário.

É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

A relação entre diferentes gerações na PMBA

As diferentes gerações na PMBA

No momento em que comemoramos 80 anos da nossa Academia de Polícia Militar, gostaria de comentar aqui no blog sobre o que se costuma chamar de “choque” de gerações. Geralmente este termo é utilizado para designar a relação entre dois ou mais grupos de pessoas que se diferenciam por ter nascido com vários anos de diferença entre eles.

Nós, policiais militares, “nascemos” para a Instituição entre os 18 e 30 anos, momento da nossa vida em que ingressamos na PMBA, seja como praça ou oficial. E logo após ingressarmos temos que nos relacionar com outros policiais militares com 20, 25, 30 ou até mais anos de serviço prestados. Impossível não haver diferenças, pois as experiências, visões de mundo e conhecimento são, de fato, distintos.

Entretanto, esse “choque” é benéfico, e faz parte de qualquer organização social. Os novatos geralmente representam a mudança, a inovação, a disposição, a inquietação. Os experientes geralmente representam a moderação, a cautela, a paciência, a sabedoria.

Como se vê, a existência da Polícia Militar da Bahia depende dessas duas vertentes. Como na física, todo choque libera energia, e é essa energia que alimenta a nossa sustentabilidade, pois devemos caminhar sempre atentos e abertos a mudanças, mas ao mesmo tempo respeitando e valorizando as nossas tradições.

O aspirante ou o soldado recém-formado dever ter como referência os companheiros mais experientes. O coronel e o subtenente devem ter a humildade de ouvir e considerar os entendimentos daqueles que serão o futuro da Corporação.

Apenas bons frutos pode-se colher dessa saudável relação!

A PMBA é destaque nacional!

Sempre que temos oportunidade, devemos brindar a visibilidade positiva que a Polícia Militar da Bahia adquire. Não só por causa da prestação de contas que é dada à sociedade sobre o serviço público que temos o dever de cumprir, mas também porque é um grande estímulo ao orgulho profissional de nossa tropa.

Toda vez que o ser humano é notado e reconhecido sua motivação cresce, e o ciclo de construção do Bem é fortalecido. Por isso devemos exaltar o destaque em âmbito nacional que a PMBA adquiriu com a realização da solenidade de 190 anos, no Teatro Castro Alves. A Revista Caras, da Editora Abril, em sua edição 1.128, mostrou a participação das cantoras baianas Daniela Mercury e Alinne Rosa no evento:

PMBA na Revista Caras
A PMBA na Revista Caras: a solenidade de 190 anos foi destaque. Foto: reprodução.

Além de projetar uma solenidade realizada pela nossa Polícia Militar, a publicação mostra que reconhecer e valorizar o trabalho dos policiais militares é algo fundamental para a construção da Paz em nossa sociedade.

Um destaque que orgulha cada policial militar baiano, que dia após dia se esforçam para construir a Corrente do Bem entre a PMBA e a Comunidade!

Você colabora para evitar a sensação de insegurança?

Sensação de Segurança

Aferir os resultados da atividade policial-militar é particularmente desafiador porque, para o sucesso da nossa missão, não basta evitar que delitos ocorram, também é preciso fazer com que a comunidade entenda que estamos cumprindo nosso papel. Mais do que prestar segurança, também nos preocupamos em fazer com que as pessoas se sintam seguras.

Parece uma diferença trivial, mas esses dois fatores possuem uma relação que precisa ser considerada com muita responsabilidade. Vamos a um exemplo: digamos que, durante uma partida de futebol, alguém grita no meio de uma torcida organizada que há uma bomba no local. A tendência é que o desespero tome conta dos torcedores, o corre-corre comece, gerando o risco de quedas e outros acidentes. Ao se esbarrarem uns com os outros alguns torcedores podem brigar, o planejamento do policiamento precisará dar atenção ao problema etc.

Percebam que toda essa sucessão de eventos independe da existência real de uma bomba na torcida. O que mobilizou todos os torcedores, possibilitando a incidência de uma tragédia, foi a sensação de insegurança. O medo de ser vítima de uma explosão pode ter efeitos mais danosos que a própria explosão.

“Em época de novas tecnologias da informação, muita gente abusa desses espetaculares recursos de comunicação para proclamar o terror”

Por isso atuamos não só coibindo ações delituosas, mas também mostrando à população que a Polícia Militar está presente, que o cidadão pode contar conosco e que estamos alcançando resultados significativos na prevenção a atos criminosos em nosso estado. Afirmar nossas evoluções e marcar presença no dia-a-dia dos baianos é a forma de garantir sensação de segurança para a convivência social harmônica, sem sustos.

Para isso precisamos contar com cada cidadão, pois o que menos ajuda nesse cenário é a propagação de boatos sobre a segurança pública. Em época de novas tecnologias da informação, muita gente abusa desses espetaculares recursos de comunicação para proclamar o terror, sem qualquer responsabilidade com o próximo. Às vezes atém mesmo notícias de outras partes do país e do mundo são fantasiadas como se fossem locais, plantando o espanto desnecessariamente.

Como tudo na Segurança Pública, o sucesso nessa área depende da ação do Estado em parceria com o cidadão. Garanto que a Polícia Militar da Bahia está em ação para que tenhamos a medida correta dos problemas de insegurança que enfrentamos. Além disso, cada um de nós precisa assumir o papel de responsável para que a sensação de insegurança não nos leve a cometer algo pior do que aquilo que pretendemos prevenir.

Conto com cada cidadão e cidadã para construirmos uma sociedade lúcida, harmônica e pacífica. É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!