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A relação entre diferentes gerações na PMBA

As diferentes gerações na PMBA

No momento em que comemoramos 80 anos da nossa Academia de Polícia Militar, gostaria de comentar aqui no blog sobre o que se costuma chamar de “choque” de gerações. Geralmente este termo é utilizado para designar a relação entre dois ou mais grupos de pessoas que se diferenciam por ter nascido com vários anos de diferença entre eles.

Nós, policiais militares, “nascemos” para a Instituição entre os 18 e 30 anos, momento da nossa vida em que ingressamos na PMBA, seja como praça ou oficial. E logo após ingressarmos temos que nos relacionar com outros policiais militares com 20, 25, 30 ou até mais anos de serviço prestados. Impossível não haver diferenças, pois as experiências, visões de mundo e conhecimento são, de fato, distintos.

Entretanto, esse “choque” é benéfico, e faz parte de qualquer organização social. Os novatos geralmente representam a mudança, a inovação, a disposição, a inquietação. Os experientes geralmente representam a moderação, a cautela, a paciência, a sabedoria.

Como se vê, a existência da Polícia Militar da Bahia depende dessas duas vertentes. Como na física, todo choque libera energia, e é essa energia que alimenta a nossa sustentabilidade, pois devemos caminhar sempre atentos e abertos a mudanças, mas ao mesmo tempo respeitando e valorizando as nossas tradições.

O aspirante ou o soldado recém-formado dever ter como referência os companheiros mais experientes. O coronel e o subtenente devem ter a humildade de ouvir e considerar os entendimentos daqueles que serão o futuro da Corporação.

Apenas bons frutos pode-se colher dessa saudável relação!

A PMBA é destaque nacional!

Sempre que temos oportunidade, devemos brindar a visibilidade positiva que a Polícia Militar da Bahia adquire. Não só por causa da prestação de contas que é dada à sociedade sobre o serviço público que temos o dever de cumprir, mas também porque é um grande estímulo ao orgulho profissional de nossa tropa.

Toda vez que o ser humano é notado e reconhecido sua motivação cresce, e o ciclo de construção do Bem é fortalecido. Por isso devemos exaltar o destaque em âmbito nacional que a PMBA adquiriu com a realização da solenidade de 190 anos, no Teatro Castro Alves. A Revista Caras, da Editora Abril, em sua edição 1.128, mostrou a participação das cantoras baianas Daniela Mercury e Alinne Rosa no evento:

PMBA na Revista Caras
A PMBA na Revista Caras: a solenidade de 190 anos foi destaque. Foto: reprodução.

Além de projetar uma solenidade realizada pela nossa Polícia Militar, a publicação mostra que reconhecer e valorizar o trabalho dos policiais militares é algo fundamental para a construção da Paz em nossa sociedade.

Um destaque que orgulha cada policial militar baiano, que dia após dia se esforçam para construir a Corrente do Bem entre a PMBA e a Comunidade!

Você colabora para evitar a sensação de insegurança?

Sensação de Segurança

Aferir os resultados da atividade policial-militar é particularmente desafiador porque, para o sucesso da nossa missão, não basta evitar que delitos ocorram, também é preciso fazer com que a comunidade entenda que estamos cumprindo nosso papel. Mais do que prestar segurança, também nos preocupamos em fazer com que as pessoas se sintam seguras.

Parece uma diferença trivial, mas esses dois fatores possuem uma relação que precisa ser considerada com muita responsabilidade. Vamos a um exemplo: digamos que, durante uma partida de futebol, alguém grita no meio de uma torcida organizada que há uma bomba no local. A tendência é que o desespero tome conta dos torcedores, o corre-corre comece, gerando o risco de quedas e outros acidentes. Ao se esbarrarem uns com os outros alguns torcedores podem brigar, o planejamento do policiamento precisará dar atenção ao problema etc.

Percebam que toda essa sucessão de eventos independe da existência real de uma bomba na torcida. O que mobilizou todos os torcedores, possibilitando a incidência de uma tragédia, foi a sensação de insegurança. O medo de ser vítima de uma explosão pode ter efeitos mais danosos que a própria explosão.

“Em época de novas tecnologias da informação, muita gente abusa desses espetaculares recursos de comunicação para proclamar o terror”

Por isso atuamos não só coibindo ações delituosas, mas também mostrando à população que a Polícia Militar está presente, que o cidadão pode contar conosco e que estamos alcançando resultados significativos na prevenção a atos criminosos em nosso estado. Afirmar nossas evoluções e marcar presença no dia-a-dia dos baianos é a forma de garantir sensação de segurança para a convivência social harmônica, sem sustos.

Para isso precisamos contar com cada cidadão, pois o que menos ajuda nesse cenário é a propagação de boatos sobre a segurança pública. Em época de novas tecnologias da informação, muita gente abusa desses espetaculares recursos de comunicação para proclamar o terror, sem qualquer responsabilidade com o próximo. Às vezes atém mesmo notícias de outras partes do país e do mundo são fantasiadas como se fossem locais, plantando o espanto desnecessariamente.

Como tudo na Segurança Pública, o sucesso nessa área depende da ação do Estado em parceria com o cidadão. Garanto que a Polícia Militar da Bahia está em ação para que tenhamos a medida correta dos problemas de insegurança que enfrentamos. Além disso, cada um de nós precisa assumir o papel de responsável para que a sensação de insegurança não nos leve a cometer algo pior do que aquilo que pretendemos prevenir.

Conto com cada cidadão e cidadã para construirmos uma sociedade lúcida, harmônica e pacífica. É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

O novo Plano Diretor de Metas da PMBA

Colegiado de Coronéis da PMBA
Apresentação do Plano ao Colegiado de Coronéis da PMBA

Com muito entusiasmo apresentei ao Colegiado de Coronéis da Polícia Militar da Bahia o Plano Diretor de Metas da nossa Corporação. Esta é uma ferramenta fundamental para organizarmos a trajetória institucional da PMBA, e contém direcionamentos de ações para o período de 2015 a 2018.

Das diretrizes contidas no Plano de Metas destaco aqui no blog as seguintes:

  • Proteção incondicional à vida, respeito ao cidadão e ao policial militar;
  • Fortalecimento da filosofia moral e valorização dos policiais militares;
  • Reaparelhamento e modernização do modelo de gestão do serviço de policiamento ostensivo;
  • Fortalecimento da Corregedoria e controle interno;
  • Reconstrução da arquitetura organizacional e da imagem institucional.

As diretrizes foram divididas por projetos e por área de atuação, e pretendem prover os serviços de policiamento ostensivo e preventivo necessários para garantir a Segurança Pública em todo o Estado da Bahia, dentro do Planejamento Estratégico Governamental para a área de Segurança e alinhado ao Programa Pacto Pela Vida.

“Está em nossos planos ampliar o número de Creches nas Unidades da PM, proporcionar ao PM uma moradia digna e segura”

Dentro da diretriz de proteção à vida, respeito ao cidadão e ao policial militar, visamos consolidar a política de baixa letalidade na ação policial e o fortalecimento da atenção ao cidadão na prestação do Serviço de Policiamento Ostensivo Comunitário, não perdendo de vista a proteção ao policial no exercício da sua função e fora dela.

Está em nossos planos ampliar o número de Creches nas Unidades da PM, proporcionar ao PM uma moradia digna e segura, fortalecer ações e projetos existentes como o Maria Filipa, PROERD, Coral e Grupo Teatral PM, além de aumentar a oferta de vagas para filhos de policiais militares nos CPMs, e a garantia da segurança jurídica na defesa dos direitos do policial militar em situações de serviço ou de folga.

No âmbito do reaparelhamento e modernização do modelo de gestão do serviço de policiamento ostensivo, o que se pretende é implantar postos móveis de polícia comunitária (prosseguimento do Projeto Policia Cidadã) nas áreas, conforme análise de riscos. A nova estratégia da PM prevê um redesenho do serviço policial a ser ofertado à população, no qual busca-se intensificar ainda o combate e prevenção aos crimes contra instituições financeiras.

Nosso Plano Diretor de Metas se insere no contexto da atuação da PMBA numa Corrente do Bem com a Comunidade, integrando os policiais militares com os demais entidades públicas e com o cidadão, protegendo e preservando direitos, principalmente a vida.

O Policial Militar é uma referência de Cidadania

Policial Militar em ação social: exemplo de cidadania
Policial Militar em ação social: exemplo de cidadania. Foto: SECOM

Poucos atores sociais têm tanto potencial de ensinar uma comunidade como os policiais militares. No caso da Polícia Militar da Bahia, por exemplo, estamos presentes nos 417 municípios baianos, dando suporte à população ininterruptamente. Além dessa infiltração territorial, temos como trabalho cotidiano mediar conflitos, garantir direitos e cobrar deveres, missões que tornam a comunidade muito sensível às nossas ações.

Para completar, somos uma instituição visível, ostensiva, que sempre é percebida onde quer que esteja. Mesmo fora de serviço o policial militar é identificado, uma vez que sua presença fardada tenha sido registrada em alguma outra circunstância por um cidadão.

Esses são os principais motivos para entendermos a referência social-comunitária que o policial militar é, mesmo que não se dê conta disso. Em sua vizinhança o policial militar é percebido como um relevante paradigma de ética, na faculdade é muito observado o modo de agir do policial militar, nas organizações religiosas o policial militar geralmente é considerado uma liderança.

“Quando defendo a Polícia Militar formando uma Corrente do Bem com a Comunidade, penso no fortalecimento de uma Corporação prestativa”

Quando um policial militar dá um conselho a um adolescente, essas palavras ficam marcadas para a vida do jovem. Quando orientamos um cidadão a não jogar lixo na rua, dificilmente ele esquecerá desse ensinamento. Ações aparentemente triviais, que não são registradas estatisticamente, tornam a atividade policial-militar um grande serviço de cidadania.

Quando defendo a Polícia Militar formando uma Corrente do Bem com a Comunidade, penso no fortalecimento de uma Corporação prestativa, tendo o policial militar como referência de cidadania em seu espaço de atuação. Essa aproximação é a melhor forma de tornar uma polícia mais eficiente, pois assim temos mais informações qualificadas vindas do cidadão, e mais cumplicidade para garantir condições seguras e claras de emprego operacional.

Se você for um cidadão policial militar, procure intensificar cada vez mais essa intimidade legítima com a comunidade. Se você for um integrante da comunidade, esteja aberto para se relacionar com o nosso homem ou mulher policial militar. Eles são referência de cidadania para a sua comunidade. Assim fortaleceremos a Corrente do Bem!

Isso precisa ser dito sobre nossa Segurança Pública

A ação das polícias é sempre muito discutida, pois entre as agências estatais responsáveis pela prevenção à violência, somos quem lida com os efeitos de múltiplas e complexas causas. Mesmo com o esforço constante para priorizar a prevenção e a antecipação, sabemos que sempre haverá a necessidade da ação pontual de repressão qualificada (é assim em todo o Mundo). Embora seja importante discutirmos as ações onde as polícias usam a força, incluindo aspectos técnicos/legais, é fundamental também observar mais profundamente o cenário das práticas violentas em nossa sociedade.

Sabemos que os jovens são as principais vítimas e autores de violência (inclusive letal) no Brasil – segundo o Mapa da Violência 2014, enquanto a taxa de homicídios da população geral no Brasil é de 29 por 100 mil habitantes, a taxa entre os jovens é de 57,6 por 100 mil habitantes.

Por isso, gostaria de propor aqui no blog uma reflexão sobre as causas da condução dos nossos jovens a esse preocupante cenário. Em especial, me parece que devemos analisar o primeiro e mais importante núcleo social do qual fazemos parte, e que é o alicerce da trajetória de todos nós: a família.

É na família onde aprendemos valores básicos, e onde encontramos o suporte afetivo adequado para encarar os desafios da vida. Se a família está desestruturada, o indivíduo torna-se vulnerável, e tentará preencher seu vazio de outras formas, nem sempre seguras, éticas e engrandecedoras. Ressalte-se que não importa sua classe social: valores familiares não estão ligados a poder aquisitivo.

Quando falta a família, o jovem não tem a oportunidade de aprender os limites da sua atuação na sociedade, que exige respeito e consideração ao próximo. Ele não tem suporte e abertura para o diálogo e orientação. O afeto acolhedor que compensa as dificuldades da vivencia inexiste. Essa combinação muitas vezes se transforma em violência, um desafio para as organizações públicas, que não possuem jurisdição direta sobre o relacionamento familiar.

À Polícia Militar, juntamente com outras organizações do Estado (principalmente as escolas), cabe estar presente entendendo e orientando da maneira mais próxima possível. É o que estamos fazendo mais intensamente nas nossas Bases Comunitárias de Segurança, ganhando jovem a jovem, orientando as famílias, ajudando-as a conseguir o fôlego necessário para tornar seus filhos cidadãos plenos. Tudo isso com a participação de múltiplos atores, entes públicos e privados.

Não é fácil, não é simples, mas é nossa responsabilidade e prazer. Como sempre digo: a Polícia Militar e a Comunidade na Corrente do Bem.

Sobre este blog e minha filosofia de Comando

Saudações a toda a sociedade baiana, em especial nossos policiais e bombeiros militares!

É com prazer que inauguro este novo veículo de comunicação, para me aproximar ainda mais tanto do cidadão que é beneficiário dos serviços da Polícia Militar da Bahia quanto dos cidadãos policiais e bombeiros militares, que terão neste espaço a oportunidade não só de se informar sobre medidas adotadas pelo Comando da PMBA, mas também de se manifestar com críticas, elogios e sugestões produtivas para o engrandecimento da Segurança Pública na Bahia.

As novas tecnologias de comunicação possibilitaram uma verdadeira revolução nas sociedades contemporâneas, e acredito que a PMBA, como uma instituição que lida com a preservação dos laços sociais, deve estar aproveitando todos os recursos viáveis possíveis para desenvolver melhor o seu trabalho.

Este blog é mais uma oportunidade para reafirmar aquilo que venho dizendo: que a Polícia Militar deve integrar-se à comunidade e a comunidade deve integrar-se à Polícia Militar em uma corrente do bem para a produção da Paz Pública.

Como todo iniciante, peço paciência aos amigos e amigas. Aos poucos vamos encontrando o tipo de conteúdo e a frequência que mais serão proveitosos. Para isso peço a colaboração de todos e todas, para construirmos colaborativamente este espaço.

Lembrem-se: a PM e a Comunidade na Corrente do Bem!