Mais do que Flores

Mais do que flores

O Dia Internacional da Mulher é uma data significativa para toda a sociedade, mas deve ser de especial importância para nós, policiais militares. Não apenas porque somos guardiões dos direitos e deveres dos cidadãos e cidadãs nos cotidianos dos municípios baianos – da capital ao mais longínquo entre eles. Mas também porque nossa Instituição é integrada por mulheres, cabendo-nos ser exemplo na valorização, reconhecimento e afirmação da plenitude feminina.

Mais do que oferecer flores neste dia, precisamos reconhecer definitivamente as mulheres como seres livres e capazes para exercerem suas potencialidades. Precisamos superar qualquer estereótipo: seja o da mulher que nasce para dedicar-se ao casamento, seja o da mulher que prioriza a vida profissional acima de tudo. A frase vem sendo pronunciada há algum tempo, mas ainda diz o que precisa ser dito: ser mulher é ser o ela que queira ser. Lugar de mulher é qualquer lugar.

A trajetória das mulheres em nossa Corporação é admirável, e tenho a convicção de que estamos apenas no início de grandes conquistas nesse sentido. O Centro Maria Felipa é uma realidade irreversível, e a Ronda Maria da Penha hoje tem destaque e proporção que superam as fronteiras do estado da Bahia.

No campo da cultura organizacional, precisamos conversar mais, entender e caminharmos juntos para que a mulher não seja subestimada na grande contribuição que dão e podem dar para o futuro da Polícia Militar.

Uma sugestão que faço aos colegas de farda é refletirmos sobre a utilização do termo “PFem”, geralmente empregado de maneira pejorativa e sarcástica. Reconhecendo que as palavras e expressões que utilizamos esboçam a realidade dos nossos atos e visões de mundo, termos desse tipo soam inadequados. Até porque não temos um correspondente masculino com o mesmo objetivo.

Que neste Dia da Mulher comemoremos a presença e a dignidade das mulheres que integram as nossas vidas, e também tomemos consciência sobre o quanto o reconhecimento da mulher em nossa sociedade é caminho, e não algo concluído. Devemos considerar a necessidade de grandes ações, mas também entender que nas mínimas coisas, ao alcance da cada um(a), podemos iniciar grandes mudanças.

Feliz Dia Internacional da Mulher!

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