O que penso para 2016

O que penso para 2016

A perfeição é uma ambição humana inalcançável, que deve servir-nos de estímulo sem nos levar à frustração. Essa é uma consideração essencial no momento em que estamos encerrando o ciclo de um ano de esforço, empenho e dedicação. Mais que uma circunstância festiva, o período natalino e a mudança no calendário é um momento de reflexão, onde devemos, humildemente, analisar o passado e projetar o futuro.

Lembremos que o Natal é a celebração do nascimento de Cristo, aquele que, independentemente da religião professada por cada um de nós, trouxe ensinamentos morais, sociais e espirituais muito relevantes. Não é à toa que, entre as datas comemorativas, o Natal é aquela onde nos sensibilizamos, nos solidarizamos e confraternizamos familiarmente: esses são princípios cristãos, que devem estar permanentemente permeando nossas relações.

Em 2015, foram justamente esses valores que defendemos como via de fortalecimento da nossa sociedade: a família como forma de acolhimento social, principalmente dos nossos jovens, muitas vezes seduzidos por estruturas desvirtuadas. Não será diferente em 2016, onde reafirmaremos tudo aquilo que nos trouxe frutos positivos, e aperfeiçoaremos o que precisar de ajustes.

Manteremos a política de valorização dos nossos policiais militares, o crescimento do aperfeiçoamento técnico e teórico e o apoio humano a cada um de nossos homens e mulheres. Continuaremos ao lado do cidadão, apoiando-o e protegendo, enaltecendo a legalidade democrática e orientando nossas ações de acordo com as reais necessidades da comunidade.

Como sempre digo, acredito numa Polícia Militar que atua formando uma harmônica corrente do bem com a comunidade, pois ambas (a PMBA e a comunidade) se confundem num único propósito: o de tornar nossa sociedade mais pacífica. São esses meus votos para o próximo ano, de uma corrente do bem mais fortalecida e profícua, com os valores natalinos afirmados cotidianamente, pois sem solidariedade, confraternização e sensibilidade familiar, nenhuma sociedade progride.

Tenha um Feliz Natal e um vitorioso ano-novo, com a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

A trágica falta de respeito à vida

A trágica falta de respeito à vida

Nos últimos dias, três tragédias me remeteram a uma só preocupação: a falta de responsabilidade e valorização da vida nos tempos em que vivemos. Vimos dezenas de pessoas serem assassinadas brutalmente na França, por iniciativa do terrorismo que descaracteriza princípios religiosos para praticar a barbárie.

Vimos o catastrófico rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, que gerou sérios danos ambientais, e também ceifou muitas vidas humanas. Mais próximo a nós, policiais militares baianos, tivemos a perda de uma companheira de farda bem querida por todos, a Soldado PM Dulcineide, que era lotada no Subcomando Geral da PMBA, e foi vítima de uma ação criminosa enquanto estava em serviço.

Embora cada uma dessas tragédias tenha seu próprio encadeamento de fatos, penso que a desconsideração do valor à vida passa por todos eles, servindo de alerta para a constituição moral e social que estamos praticando. Precisamos, com urgência, refletir profundamente sobre a falta de sensibilidade que vem caracterizando nossa época, onde valores básicos, essenciais para a nossa existência, estão sendo abandonados.

“E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém”

Quando me refiro à urgência da reflexão, estou declarando que todos esses fatos não podem nos deixar inertes, reféns de um modelo de convivência perverso e primitivo. A paz não é um cenário que alcançamos por omissão, pelo contrário: é preciso ser proativo para garantir que haja respeito, tolerância e dignidade nas relações humanas.

Precisamos negar a ambição desenfreada, o lucro pelo lucro, sem consciência social e humana. Devemos colocar limites claros aos interesses particulares: nada é mais importante do que a preservação da vida, o bem máximo e prioritário para a civilização. E não podemos admitir relativismos, pois não há motivo justo para quem ceifa a vida de alguém (salvo em legítima defesa ou outros casos garantidos por lei).

Como cada um de nós pode agir para mudar o atual estado de coisas? Não há solução mágica. O problema, e a mudança, está em cada um de nós, agindo proativa e positivamente no cotidiano, nas pequenas ações, que juntas podem constituir uma verdadeira revolução humana. Buscar em si mesmo cada pequeno traço de insensibilidade é a forma mais efetiva de mudar o mundo. Só assim teremos sucesso enquanto humanidade!

Mídias Sociais e Democracia

Mídias Sociais e Democracia

Sou um adepto das formas democráticas de comunicação. O advento das mídias sociais, por exemplo, tem gerado grandes vantagens não só para o cidadão, mas para as organizações públicas, como a Polícia Militar da Bahia, que pode tornar-se mais acessível através dessas ferramentas. Este blog e os demais veículos de mídia social da PMBA são grandes exemplos de interação produtiva e eficiente proporcionada por esse momento ímpar da tecnologia da informação.

Ao tempo em que devemos aproveitar todos esses recursos disponíveis para propagar o bem, também devemos ser cautelosos e responsáveis ao utilizá-los. Todos sabemos que veículos de comunicação (qualquer que seja) são capazes de esclarecer, informar e criar laços positivos, mas também podem arruinar reputações, propagar inverdades e gerar espirais de medo e ódio. Nós, policiais militares, que lidamos com temas muito sensíveis, que envolvem Direitos Fundamentais, devemos estar sempre atentos a isso.

Percebam a ingenuidade e descompromisso que muitos usam o verbo “repassando”, bastante comum no compartilhamento de conteúdo nas mídias sociais (principalmente no WhatsApp). Precisamos entender que, ao “repassar” algo, não estamos isentos de responsabilidade do que estamos propagando. É assim que ocorrem as reações em cadeia de falsas informações, que podem gerar pânico social, a ponto de mudar comportamentos e desagregar a estabilidade de uma comunidade.

Outro cuidado necessário na utilização das novas mídias é a divisão entre o que é público e o que é privado. O acesso a poderosas ferramentas de comunicação acabou tornando cada cidadão uma “celebridade” em potencial, algo que mexe com os brios e vaidades de qualquer ser humano. O problema é que, nem sempre, é seguro, construtivo e conveniente se expor. Apenas uma linha separa o que é produtivo do que é destrutivo.

Um ponto importante a se ressaltar é que as mídias sociais não constituem ambiente isento de alcance da legalidade. Existem inúmeros casos de crimes de racismo, por exemplo, praticados nas mídias sociais, que foram objeto de apuração e responsabilização pela Justiça. Numa sociedade cada vez mais conectada, é imprescindível que as regras democráticas sejam mediadoras das relações interpessoais para garantir que direitos não sofram lesões.

É de conhecimento público que o computador, inventado por engenheiros da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, teve como objetivo inicial realizar cálculos para a artilharia norte-americana durante a Guerra Fria. Hoje, esta fantástica invenção é utilizada para os mais diversos fins pacíficos. Não podemos permitir que as mídias sociais, nascidas em sociedades democráticas e utilizadas para a democratização de muitas sociedades, sigam o caminho inverso, servindo a fins impróprios aos princípios cidadãos.

O trinômio para uma PMBA do futuro

O trinômio para uma PMBA do futuro

Para gerir uma Corporação com milhares de homens e mulheres que atuam nos 417 municípios baianos, é preciso estar constantemente desenvolvendo metodologias de trabalho que garantam um controle de qualidade no nosso serviço (administrativo ou operacional). Nesse sentido, há um trinômio fundamental para a gestão de qualquer processo na Polícia Militar da Bahia: o planejamento, o monitoramento e a avaliação.

O planejamento é o estudo dos meios disponíveis e a forma de aplicação desses meios nos problemas a serem enfrentados. O monitoramento é o constante acompanhamento da execução do planejamento, adotando-se, quando possível, medidas de ajuste em tempo real. A avaliação é a análise dos pontos positivos e negativos na execução do planejamento, para futuras correções e mudanças de rumo.

Percebam que esses conceitos, que esbocei aqui de maneira genérica, podem ser aplicados em qualquer processo da Corporação. O nosso Plano de Metas, já publicado aqui no blog, nada mais é do que uma ferramenta de planejamento, que projeta os traços institucionais da PMBA até 2018. Esse Plano está em constante monitoramento, para que, até lá, tenhamos efetividade no que foi proposto.

“Existem inúmeros exemplos onde o trinômio planejamento, monitoramento e avaliação podem (e devem) ser aplicados, buscando o aperfeiçoamento das nossas ações.”

Da mesma forma, uma guarnição PM, antes de realizar uma busca pessoal, planeja todos os procedimentos a serem adotados. Desde a forma de verbalizar com o abordado até o posicionamento de cada policial militar no cenário da ocorrência. Durante a busca, podem surgir circunstâncias que exijam mudança de comportamento dos policiais militares, e para isso é preciso monitoramento constante para agir prevenindo danos aos envolvidos. Após todo o procedimento, vale a pena avaliar o que foi feito, redefinindo, se for o caso, a metodologia de atuação.

Existem inúmeros exemplos onde o trinômio planejamento, monitoramento e avaliação podem (e devem) ser aplicados, buscando o aperfeiçoamento das nossas ações. É o que estamos fazendo, seja no plano estratégico, através do Pacto Pela Vida, por exemplo, seja no plano operacional, em uma simples abordagem ao cidadão. Só assim conseguimos manter a PMBA alinhada com as demandas do presente e do futuro.

É a PMBA e a comunidade na corrente do bem!

Como ter acesso à PMBA?

Como ter acesso à PMBA?

Uma instituição democrática não pode estar indisponível àqueles a quem presta seus serviços. Quanto mais meios tiver para buscar se relacionar com o cidadão, mais facilmente cumprirá seu objetivo de estar aberta ao público, tomando conhecimento do que a sociedade percebe e anseia. Organizar-se democraticamente é ser transparente, acessível e diligente.

Por isso a Polícia Militar da Bahia está sempre em busca de entrar em contato com o cidadão, seja em escolas públicas ministrando palestras sobre prevenção às drogas, seja perguntando a uma liderança local como anda a segurança dum bairro, seja expondo nosso trabalho em locais de grande circulação de pessoas, como shoppings e galerias. Agir democraticamente, para nós, não é uma atitude passiva, mas uma construção permanente de canais de acesso do cidadão à PMBA.

Atualmente já possuímos muitas formas do cidadão ou cidadã entrar em contato conosco. O primeiro deles é o contato direto com o policial militar nas ruas. Nossa tropa é orientada a atender imediatamente a chamados de qualquer pessoa, orientando em caso de dúvidas, colaborando com quaisquer demandas e obtendo o feedback do trabalho prestado.

“Agir democraticamente, para nós, não é uma atitude passiva, mas uma construção permanente de canais de acesso do cidadão à PMBA”

Também possuímos quartéis em todos os municípios baianos, onde você poderá se dirigir para entrar em contato com a PMBA. Use a lista telefônica do nosso site institucional, com e-mails e endereços de todas as unidades da Polícia Militar da Bahia. Lá você fica sabendo quem são os comandantes e subcomandantes das unidades, responsáveis por liderar a tropa de todas as partes do estado.

Hoje estamos presentes nas principais mídias sociais, como o Facebook, Twitter e Instagram. Além deste blog, alimento uma página no Facebook onde divulgo as ações do meu Comando para a comunidade. É uma forma bastante interativa e dinâmica de divulgar ações e obter um retorno da comunidade em relação ao nosso trabalho.

Caso queira fazer denúncias, críticas e elogios a nossa atuação, e não queira se identificar, você tem à disposição o site da Ouvidoria Geral do Estado, um canal de acesso direto às estruturas de comunicação, inteligência, planejamento operacional e correcional da Polícia Militar da Bahia.

Por fim, e não menos importante, você tem disponível, 24 horas por dia, o serviço 190, uma forma de acessar a PMBA em pronto emprego, para o caso de crimes em andamento ou recém-ocorridos e qualquer situação de risco. Em boa parte do território baiano nossas centrais de atendimento estão integradas com outras organizações de defesa social, e também realizam monitoramento por câmera dos municípios.

Como percebe-se, a PMBA possui ferramentas imprescindíveis para afirmar sua natureza democrática, transparente e pronta para atender o cidadão. Mesmo com toda essa estrutura, continuamos ininterruptamente em busca de melhor prestar nossos serviços à Comunidade, que é a razão de ser de qualquer instituição pública.

É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

7 de setembro, orgulho e motivação

7 de setembro

Quando uma tropa está desfilando, a sincronia dos gestos, a vibração das passadas, a marcialidade e a elegância expressam a motivação e o orgulho institucional dos militares. Esses atributos caracterizaram os desfiles dos nossos policiais militares neste 7 de setembro, que receberam elogios e aplausos de cidadãos e cidadãs de toda a Bahia.

Fomos reverenciados por autoridades políticas, pela imprensa e pelo público em geral, incluindo crianças que, entusiasmadas com nossa apresentação, vibravam a bandeira do Brasil ao ver passar a tropa da Polícia Militar da Bahia.

Para nós, policiais militares, o empenho e a disposição que testemunhamos aumenta o orgulho que temos em pertencer a essa Corporação de homens e mulheres que se doam cotidianamente à segurança pública da sociedade, mesmo com o risco da própria vida.

Parabéns a todos e todas que superaram todas as expectativas no desfile cívico-militar do 7 de setembro, que não só encantou milhares de famílias em toda a Bahia, mas também renovou o espírito de todos nós para o cumprimento das missões que nos cabem.

É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

Um convite à Corrente do Bem!

Um convite à Corrente do Bem

Resolvi escrever um texto aqui no blog para falar de uma das mais importantes decisões estratégicas que acabamos de tomar. Atualmente as nossas unidades operacionais fazem mensalmente cerca de 8.700 blitze em todo o estado, ações onde nossos policiais militares abordam os cidadãos, verificam a possibilidade de existência de alguma irregularidade, dão dicas de segurança e até buscam opinião sobre o trabalho que estamos realizando.

Esse tipo de ação tem a capacidade de prevenir muitos delitos, pois conseguimos flagrar suspeitos com armas de fogo, drogas e até pessoas com mandado de prisão em aberto. No primeiro semestre deste ano apreendemos 1.663 armas de fogo e recuperamos 2.509 veículos, uma demonstração clara da efetividade do nosso trabalho ostensivo.

Por isso, resolvemos passar de 8.700 blitzes mensais para mais de 13 mil em todo o estado, ampliando as ações preventivas em 50% na produtividade. A intenção é que aumentemos a sensação de segurança, realizemos mais apreensões e prisões, e tenhamos mais oportunidades para que nossa tropa dê orientações de segurança e obtenha um feedback do público sobre nosso trabalho.

Escrevi esse texto para convidar você, cidadão e cidadã, a compor essa Corrente do Bem pela segurança pública em nosso estado, sendo cooperativos com nossos policiais militares. Eles têm todas as orientações e treinamentos técnicos para atuar. Temos certeza que o aumento das nossas ações terá um efeito significativo, gerando mais paz e tranquilidade a todos e todas.

Contamos com você! É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

As pequenas violências do cotidiano

Violências do Cotidiano

Quando pensamos em violência logo nos remetemos a organizações criminosas, quadrilhas, assassinatos e outros grandes crimes. Embora devamos sempre nos preocupar com qualquer modalidade de lesão a bens jurídicos, gostaria de falar sobre violências que não estão distantes de todos nós, e que podemos cometer não por maldade ou perversidade, mas por descuido e até desconhecimento.

Para dar um exemplo, considere quantas vezes um simples problema no trânsito costuma irritar as pessoas, levando-as a discussões ríspidas e agressivas. Ou mesmo em casa, quando irmãos discutem entre si, pais com filhos, marido e mulher. Às vezes, palavras mal colocadas fazem com que aqueles que amamos se distanciem, desestruturando a tão importante base familiar.

Há quem não respeite o outro por causa de sua origem social, religião, orientação sexual, cor da pele e elementos que não definem caráter. Piadas de mau gosto, xingamentos e outras formas de desrespeito são violências que devemos evitar sempre, pois magoam e destroem a integridade psicológica e moral das pessoas.

Em vez da violência, devemos incentivar a generosidade, a tolerância, o amor, a compreensão. Para fazer o correto não é preciso ser arrogante, ríspido e agressivo.

Sempre que pensarmos em violência devemos olhar primeiro para nós mesmos. Para a paz existir precisamos agir cuidadosamente, pois ela não é um ato de omissão. A paz é a ação através do Bem. Por isso sempre conclamo: a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

 

Sobre desvios de conduta

Desvios de conduta

A Polícia Militar da Bahia é uma das maiores organizações públicas do Brasil, com cerca de 30 mil homens e mulheres em seus quadros, contratados mediante concurso público estruturado em rigorosas etapas de seleção. Realizamos provas de conhecimentos (Direito, História, Português, Matemática, Redação etc), exame psicológico, exame físico e médico e sindicância social que analisa a vida pregressa dos candidatos.

Após aprovado, o candidato é encaminhado para o Curso de Formação, com duração mínima de 9 meses, onde é observado, avaliado e exigido para que se torne um policial militar exemplar. Caso consiga a aprovação em todas as disciplinas, e possua comportamento digno, este aluno adquire o direito de vestir a nossa farda.

Mesmo após todas essas etapas, a PMBA se mantém vigilante, dispondo de corregedorias setoriais em todas as organizações policiais-militares, e de uma Corregedoria Geral, que é responsável por coordenar e fiscalizar os trabalhos das demais corregedorias.

Também dispomos de um Departamento de Promoção Social, que visa dar apoio psicológico, jurídico e social aos nossos policiais militares. Sabemos que a atividade policial possui desafios peculiares, distintos de qualquer outra profissão, por isso nos mantemos atentos a dar suporte ao homem ou à mulher que esteja carente de ajuda em qualquer uma dessas dimensões.

Depois de entender esse cenário, o leitor perguntará: “é possível que haja desvio de conduta com todo esse trabalho?”. A resposta é “sim”, mas não por falta de esforço institucional, não por leniência e corporativismo, não por má vontade em punir e fiscalizar. Pelo contrário, como foi dito, acompanhamos incessantemente nossos policiais não só prevenindo, mas também reprimindo qualquer tipo de abuso cometido, pois entendemos que o exemplo de bom comportamento deve residir no policial.

Falar sobre desvios cometidos por policiais é tão complexo como desvendar a natureza humana. Todos nós temos caráter, conduta e educação, valores que não foram criados pela Polícia Militar. Não existe método que permita ler permanentemente as intenções de todos os milhares de componentes da nossa Corporação. Como ocorre em qualquer organização humana, há quem se aproveite de determinado contexto para praticar atos execráveis.

Mas, na condição de Comandante Geral, com dezenas de anos vivenciando e analisando nossa Corporação, posso dizer com certeza duas coisas. A primeira é que, diferentemente do que às vezes se noticia, os casos de desvio representam uma pequena minoria da Corporação. Imagine o leitor o caos que viveríamos se tivéssemos grande parte de mais de 30 mil homens e mulheres praticando abusos. Impensável!

A segunda é que nunca compactuaremos com quem desonra a nossa farda, e permite que nossos honrosos e esforçados profissionais sejam confundidos com quem não merece ostentar nossas insígnias. O Comando da PMBA tem a obrigação de dar todas as condições de trabalho e motivação a nossa tropa, que, por sua vez, deve se mostrar sempre correta, honesta e cortês com a comunidade, sem deixar de exigir o cumprimento da Lei quando necessário.

É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

A relação entre diferentes gerações na PMBA

As diferentes gerações na PMBA

No momento em que comemoramos 80 anos da nossa Academia de Polícia Militar, gostaria de comentar aqui no blog sobre o que se costuma chamar de “choque” de gerações. Geralmente este termo é utilizado para designar a relação entre dois ou mais grupos de pessoas que se diferenciam por ter nascido com vários anos de diferença entre eles.

Nós, policiais militares, “nascemos” para a Instituição entre os 18 e 30 anos, momento da nossa vida em que ingressamos na PMBA, seja como praça ou oficial. E logo após ingressarmos temos que nos relacionar com outros policiais militares com 20, 25, 30 ou até mais anos de serviço prestados. Impossível não haver diferenças, pois as experiências, visões de mundo e conhecimento são, de fato, distintos.

Entretanto, esse “choque” é benéfico, e faz parte de qualquer organização social. Os novatos geralmente representam a mudança, a inovação, a disposição, a inquietação. Os experientes geralmente representam a moderação, a cautela, a paciência, a sabedoria.

Como se vê, a existência da Polícia Militar da Bahia depende dessas duas vertentes. Como na física, todo choque libera energia, e é essa energia que alimenta a nossa sustentabilidade, pois devemos caminhar sempre atentos e abertos a mudanças, mas ao mesmo tempo respeitando e valorizando as nossas tradições.

O aspirante ou o soldado recém-formado dever ter como referência os companheiros mais experientes. O coronel e o subtenente devem ter a humildade de ouvir e considerar os entendimentos daqueles que serão o futuro da Corporação.

Apenas bons frutos pode-se colher dessa saudável relação!