7 de setembro, orgulho e motivação

7 de setembro

Quando uma tropa está desfilando, a sincronia dos gestos, a vibração das passadas, a marcialidade e a elegância expressam a motivação e o orgulho institucional dos militares. Esses atributos caracterizaram os desfiles dos nossos policiais militares neste 7 de setembro, que receberam elogios e aplausos de cidadãos e cidadãs de toda a Bahia.

Fomos reverenciados por autoridades políticas, pela imprensa e pelo público em geral, incluindo crianças que, entusiasmadas com nossa apresentação, vibravam a bandeira do Brasil ao ver passar a tropa da Polícia Militar da Bahia.

Para nós, policiais militares, o empenho e a disposição que testemunhamos aumenta o orgulho que temos em pertencer a essa Corporação de homens e mulheres que se doam cotidianamente à segurança pública da sociedade, mesmo com o risco da própria vida.

Parabéns a todos e todas que superaram todas as expectativas no desfile cívico-militar do 7 de setembro, que não só encantou milhares de famílias em toda a Bahia, mas também renovou o espírito de todos nós para o cumprimento das missões que nos cabem.

É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

Um convite à Corrente do Bem!

Um convite à Corrente do Bem

Resolvi escrever um texto aqui no blog para falar de uma das mais importantes decisões estratégicas que acabamos de tomar. Atualmente as nossas unidades operacionais fazem mensalmente cerca de 8.700 blitze em todo o estado, ações onde nossos policiais militares abordam os cidadãos, verificam a possibilidade de existência de alguma irregularidade, dão dicas de segurança e até buscam opinião sobre o trabalho que estamos realizando.

Esse tipo de ação tem a capacidade de prevenir muitos delitos, pois conseguimos flagrar suspeitos com armas de fogo, drogas e até pessoas com mandado de prisão em aberto. No primeiro semestre deste ano apreendemos 1.663 armas de fogo e recuperamos 2.509 veículos, uma demonstração clara da efetividade do nosso trabalho ostensivo.

Por isso, resolvemos passar de 8.700 blitzes mensais para mais de 13 mil em todo o estado, ampliando as ações preventivas em 50% na produtividade. A intenção é que aumentemos a sensação de segurança, realizemos mais apreensões e prisões, e tenhamos mais oportunidades para que nossa tropa dê orientações de segurança e obtenha um feedback do público sobre nosso trabalho.

Escrevi esse texto para convidar você, cidadão e cidadã, a compor essa Corrente do Bem pela segurança pública em nosso estado, sendo cooperativos com nossos policiais militares. Eles têm todas as orientações e treinamentos técnicos para atuar. Temos certeza que o aumento das nossas ações terá um efeito significativo, gerando mais paz e tranquilidade a todos e todas.

Contamos com você! É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

As pequenas violências do cotidiano

Violências do Cotidiano

Quando pensamos em violência logo nos remetemos a organizações criminosas, quadrilhas, assassinatos e outros grandes crimes. Embora devamos sempre nos preocupar com qualquer modalidade de lesão a bens jurídicos, gostaria de falar sobre violências que não estão distantes de todos nós, e que podemos cometer não por maldade ou perversidade, mas por descuido e até desconhecimento.

Para dar um exemplo, considere quantas vezes um simples problema no trânsito costuma irritar as pessoas, levando-as a discussões ríspidas e agressivas. Ou mesmo em casa, quando irmãos discutem entre si, pais com filhos, marido e mulher. Às vezes, palavras mal colocadas fazem com que aqueles que amamos se distanciem, desestruturando a tão importante base familiar.

Há quem não respeite o outro por causa de sua origem social, religião, orientação sexual, cor da pele e elementos que não definem caráter. Piadas de mau gosto, xingamentos e outras formas de desrespeito são violências que devemos evitar sempre, pois magoam e destroem a integridade psicológica e moral das pessoas.

Em vez da violência, devemos incentivar a generosidade, a tolerância, o amor, a compreensão. Para fazer o correto não é preciso ser arrogante, ríspido e agressivo.

Sempre que pensarmos em violência devemos olhar primeiro para nós mesmos. Para a paz existir precisamos agir cuidadosamente, pois ela não é um ato de omissão. A paz é a ação através do Bem. Por isso sempre conclamo: a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

 

Sobre desvios de conduta

Desvios de conduta

A Polícia Militar da Bahia é uma das maiores organizações públicas do Brasil, com cerca de 30 mil homens e mulheres em seus quadros, contratados mediante concurso público estruturado em rigorosas etapas de seleção. Realizamos provas de conhecimentos (Direito, História, Português, Matemática, Redação etc), exame psicológico, exame físico e médico e sindicância social que analisa a vida pregressa dos candidatos.

Após aprovado, o candidato é encaminhado para o Curso de Formação, com duração mínima de 9 meses, onde é observado, avaliado e exigido para que se torne um policial militar exemplar. Caso consiga a aprovação em todas as disciplinas, e possua comportamento digno, este aluno adquire o direito de vestir a nossa farda.

Mesmo após todas essas etapas, a PMBA se mantém vigilante, dispondo de corregedorias setoriais em todas as organizações policiais-militares, e de uma Corregedoria Geral, que é responsável por coordenar e fiscalizar os trabalhos das demais corregedorias.

Também dispomos de um Departamento de Promoção Social, que visa dar apoio psicológico, jurídico e social aos nossos policiais militares. Sabemos que a atividade policial possui desafios peculiares, distintos de qualquer outra profissão, por isso nos mantemos atentos a dar suporte ao homem ou à mulher que esteja carente de ajuda em qualquer uma dessas dimensões.

Depois de entender esse cenário, o leitor perguntará: “é possível que haja desvio de conduta com todo esse trabalho?”. A resposta é “sim”, mas não por falta de esforço institucional, não por leniência e corporativismo, não por má vontade em punir e fiscalizar. Pelo contrário, como foi dito, acompanhamos incessantemente nossos policiais não só prevenindo, mas também reprimindo qualquer tipo de abuso cometido, pois entendemos que o exemplo de bom comportamento deve residir no policial.

Falar sobre desvios cometidos por policiais é tão complexo como desvendar a natureza humana. Todos nós temos caráter, conduta e educação, valores que não foram criados pela Polícia Militar. Não existe método que permita ler permanentemente as intenções de todos os milhares de componentes da nossa Corporação. Como ocorre em qualquer organização humana, há quem se aproveite de determinado contexto para praticar atos execráveis.

Mas, na condição de Comandante Geral, com dezenas de anos vivenciando e analisando nossa Corporação, posso dizer com certeza duas coisas. A primeira é que, diferentemente do que às vezes se noticia, os casos de desvio representam uma pequena minoria da Corporação. Imagine o leitor o caos que viveríamos se tivéssemos grande parte de mais de 30 mil homens e mulheres praticando abusos. Impensável!

A segunda é que nunca compactuaremos com quem desonra a nossa farda, e permite que nossos honrosos e esforçados profissionais sejam confundidos com quem não merece ostentar nossas insígnias. O Comando da PMBA tem a obrigação de dar todas as condições de trabalho e motivação a nossa tropa, que, por sua vez, deve se mostrar sempre correta, honesta e cortês com a comunidade, sem deixar de exigir o cumprimento da Lei quando necessário.

É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

A relação entre diferentes gerações na PMBA

As diferentes gerações na PMBA

No momento em que comemoramos 80 anos da nossa Academia de Polícia Militar, gostaria de comentar aqui no blog sobre o que se costuma chamar de “choque” de gerações. Geralmente este termo é utilizado para designar a relação entre dois ou mais grupos de pessoas que se diferenciam por ter nascido com vários anos de diferença entre eles.

Nós, policiais militares, “nascemos” para a Instituição entre os 18 e 30 anos, momento da nossa vida em que ingressamos na PMBA, seja como praça ou oficial. E logo após ingressarmos temos que nos relacionar com outros policiais militares com 20, 25, 30 ou até mais anos de serviço prestados. Impossível não haver diferenças, pois as experiências, visões de mundo e conhecimento são, de fato, distintos.

Entretanto, esse “choque” é benéfico, e faz parte de qualquer organização social. Os novatos geralmente representam a mudança, a inovação, a disposição, a inquietação. Os experientes geralmente representam a moderação, a cautela, a paciência, a sabedoria.

Como se vê, a existência da Polícia Militar da Bahia depende dessas duas vertentes. Como na física, todo choque libera energia, e é essa energia que alimenta a nossa sustentabilidade, pois devemos caminhar sempre atentos e abertos a mudanças, mas ao mesmo tempo respeitando e valorizando as nossas tradições.

O aspirante ou o soldado recém-formado dever ter como referência os companheiros mais experientes. O coronel e o subtenente devem ter a humildade de ouvir e considerar os entendimentos daqueles que serão o futuro da Corporação.

Apenas bons frutos pode-se colher dessa saudável relação!

A PMBA é destaque nacional!

Sempre que temos oportunidade, devemos brindar a visibilidade positiva que a Polícia Militar da Bahia adquire. Não só por causa da prestação de contas que é dada à sociedade sobre o serviço público que temos o dever de cumprir, mas também porque é um grande estímulo ao orgulho profissional de nossa tropa.

Toda vez que o ser humano é notado e reconhecido sua motivação cresce, e o ciclo de construção do Bem é fortalecido. Por isso devemos exaltar o destaque em âmbito nacional que a PMBA adquiriu com a realização da solenidade de 190 anos, no Teatro Castro Alves. A Revista Caras, da Editora Abril, em sua edição 1.128, mostrou a participação das cantoras baianas Daniela Mercury e Alinne Rosa no evento:

PMBA na Revista Caras
A PMBA na Revista Caras: a solenidade de 190 anos foi destaque. Foto: reprodução.

Além de projetar uma solenidade realizada pela nossa Polícia Militar, a publicação mostra que reconhecer e valorizar o trabalho dos policiais militares é algo fundamental para a construção da Paz em nossa sociedade.

Um destaque que orgulha cada policial militar baiano, que dia após dia se esforçam para construir a Corrente do Bem entre a PMBA e a Comunidade!

O segredo da atuação da PMBA no São João

PMBA no São João

Estamos em pleno desenvolvimento de uma grande Operação da Polícia Militar da Bahia, a Operação São João, que conta com os esforços de cerca de 20 mil homens e mulheres dedicados a prestar segurança a todos os espaços públicos que se relacionam com os festejos juninos, em toda a Bahia. Além das dimensões que toda essa estrutura demanda, é notável um outro elemento, que gostaria de ressaltar neste artigo.

Estou falando não só da Operação São João, mas de todo evento festivo em que a PMBA atua. Em qualquer situação onde o policial militar precise realizar policiamento ostensivo enquanto os demais cidadãos estão descontraindo e se divertindo. Me refiro à necessidade de sermos mediadores da ordem em um ambiente criado para que as pessoas extravasem. Mais até do que ocorre no serviço ordinário, policiar um evento especial exige muita sensibilidade, compreensão e bom senso.

Durante o São João, Carnaval, Micareta ou mesmo num jogo de futebol, as pessoas costumam agir pautadas na emoção. Geralmente consomem bebidas alcoólicas e interagem de maneiras inusitadas. Nesses festejos o policial militar precisa ser um bom observador, agindo com moderação e razoabilidade, evitando que o entusiasmo dos foliões se desdobre em lesão a direitos, isso sem fazer com que os objetivos do festejo sejam atingidos: a alegria, a celebração e a diversão.

“Nos preocupamos com um planejamento detalhado, que dê conta dos fatores logísticos, operacionais e até psicológicos do efetivo”

Não é uma tarefa fácil, exigindo controle emocional, técnica, condições de trabalho e reconhecimento do serviço da nossa tropa. Por isso nos preocupamos com um planejamento detalhado, que dê conta dos fatores logísticos, operacionais e até psicológicos do efetivo.

Ao assumir o serviço no São João o policial militar está atento ao cidadão que toma licor, dança forró e se esquenta na fogueira. Ao perceber qualquer potencial risco que possa atingir esse folião, nossos homens e mulheres estão treinados para evitar prontamente.

É seu direito contar com nossos profissionais. Para nós, é um dever, e um prazer, servir e proteger. Conte sempre conosco!

Você (re)conhece a grandeza da PMBA?

A grandeza da PMBA
Policial Militar baiano interagindo com a Comunidade. Foto: SECOM/BA

A maioria dos cidadãos tem contato com a Polícia Militar apenas se relacionando com o policiamento ostensivo presente nas ruas de um dos municípios baianos. Observando nossos homens e mulheres atuando, muitas pessoas ignoram toda a estrutura e esforços feitos para que o bom serviço de Segurança Pública seja prestado. Por isso resolvi mostrar aqui no blog um pouco das dimensões da PMBA, para que se tenha uma noção da grandeza da nossa Instituição.

Somos cerca de 30 mil homens e mulheres distribuídos em todos os 417 municípios da Bahia. Para se ter uma ideia do contingente que dispomos, algumas grandes empresas que atuam em todo o Brasil possuem efetivo bem menor, como a Volkswagen do Brasil (aprox. 21 mil), a Embraer (aprox. 17 mil), a empresa aérea Gol (aprox. 16 mil) e as lojas Americanas (aprox. 18 mil). Os números são do levantamento “As 100 maiores empresas do Brasil”, da Revista Exame.

Antes de iniciar o serviço policial-militar de fato, cada um dos nossos profissionais passa por testes físicos, psicológicos, médicos, de conhecimentos em várias disciplinas e por sindicância social, que analisa os precedentes sócio-morais do candidato. Caso aprovado em todas as etapas, passará por um curso de formação de 9 meses, pelo menos, em período integral, sendo acompanhado de perto por superiores hierárquicos, aprendendo Técnica Policial, Direitos Humanos, Sociologia, Direito Penal e Constitucional entre outros conhecimentos fundamentais para o exercício da função.

“Como se vê, a Polícia Militar da Bahia conta com significativas dimensões institucionais, na proporção de qualquer grande organização contemporânea”

Por trás do homem ou mulher que se apresenta ao público na rua existe uma grande estrutura de suporte e apoio. Temos desde o Departamento de Apoio Logístico (DAL), fornecendo armamentos e equipamentos de proteção individual, passando pelo Departamento de Modernização e Tecnologia (DMT), cuidando dos equipamentos tecnológicos, pelo Comando de Operações e pelos Comandos Regionais, que orientam estrategicamente a forma de atuação do efetivo.

Temos um Departamento que cuida das nossas Finanças (DAF), um outro que cuida da nossa Comunicação Social (DCS) e mais um para cuidar do planejamento e gestão da Corporação (DPOG). Além disso, o Departamento de Pessoal (DP) cuida dos Direitos dos nossos PMs, enquanto o Departamento de Promoção Social (DPS) promove ações que cuidam do estado psicológico e do suporte social para os nossos homens e mulheres.

Como se vê, a Polícia Militar da Bahia conta com significativas dimensões institucionais, na proporção de qualquer grande organização contemporânea. Toda essa estrutura trabalha com dedicação e afinco para que o serviço do policial militar que se apresenta ao cidadão tenha as melhores condições possíveis, e que sejamos bem-sucedidos em nossa missão: promover Segurança Pública de qualidade à sociedade baiana.

A partir de agora, sempre que você vir um policial militar na rua, lembre-se que há um grande esforço nos bastidores para que aquele homem ou mulher esteja lhe servindo. Ao se relacionar com um integrante da nossa tropa, você está se relacionando com toda ela. É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!

Você colabora para evitar a sensação de insegurança?

Sensação de Segurança

Aferir os resultados da atividade policial-militar é particularmente desafiador porque, para o sucesso da nossa missão, não basta evitar que delitos ocorram, também é preciso fazer com que a comunidade entenda que estamos cumprindo nosso papel. Mais do que prestar segurança, também nos preocupamos em fazer com que as pessoas se sintam seguras.

Parece uma diferença trivial, mas esses dois fatores possuem uma relação que precisa ser considerada com muita responsabilidade. Vamos a um exemplo: digamos que, durante uma partida de futebol, alguém grita no meio de uma torcida organizada que há uma bomba no local. A tendência é que o desespero tome conta dos torcedores, o corre-corre comece, gerando o risco de quedas e outros acidentes. Ao se esbarrarem uns com os outros alguns torcedores podem brigar, o planejamento do policiamento precisará dar atenção ao problema etc.

Percebam que toda essa sucessão de eventos independe da existência real de uma bomba na torcida. O que mobilizou todos os torcedores, possibilitando a incidência de uma tragédia, foi a sensação de insegurança. O medo de ser vítima de uma explosão pode ter efeitos mais danosos que a própria explosão.

“Em época de novas tecnologias da informação, muita gente abusa desses espetaculares recursos de comunicação para proclamar o terror”

Por isso atuamos não só coibindo ações delituosas, mas também mostrando à população que a Polícia Militar está presente, que o cidadão pode contar conosco e que estamos alcançando resultados significativos na prevenção a atos criminosos em nosso estado. Afirmar nossas evoluções e marcar presença no dia-a-dia dos baianos é a forma de garantir sensação de segurança para a convivência social harmônica, sem sustos.

Para isso precisamos contar com cada cidadão, pois o que menos ajuda nesse cenário é a propagação de boatos sobre a segurança pública. Em época de novas tecnologias da informação, muita gente abusa desses espetaculares recursos de comunicação para proclamar o terror, sem qualquer responsabilidade com o próximo. Às vezes atém mesmo notícias de outras partes do país e do mundo são fantasiadas como se fossem locais, plantando o espanto desnecessariamente.

Como tudo na Segurança Pública, o sucesso nessa área depende da ação do Estado em parceria com o cidadão. Garanto que a Polícia Militar da Bahia está em ação para que tenhamos a medida correta dos problemas de insegurança que enfrentamos. Além disso, cada um de nós precisa assumir o papel de responsável para que a sensação de insegurança não nos leve a cometer algo pior do que aquilo que pretendemos prevenir.

Conto com cada cidadão e cidadã para construirmos uma sociedade lúcida, harmônica e pacífica. É a PMBA e a Comunidade na Corrente do Bem!